Dólar oscila perto da estabilidade após leilões do BC e com exterior no radar

13 mar 2026 - 10h31

O dólar oscila perto ‌da estabilidade ante o real nesta sexta-feira, com a guerra no Oriente Médio novamente influenciando os negócios e após os Estados Unidos iniciarem uma investigação comercial sobre trabalho forçado contra 60 países, incluindo o Brasil.

Internamente, o Banco Central realizou nesta manhã um "casadão" -- leilões simultâneos de venda de dólares no mercado à ⁠vista e de negociação de contratos de swap cambial reverso.

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Às 10h21, o dólar ‌à vista caía 0,03%, aos R$5,2447 na venda, enquanto no exterior a moeda norte-americana tinha leves baixas ante pares emergentes do real como o peso ‌chileno e o peso mexicano.

Na B3, o contrato ‌de dólar futuro para abril -- atualmente o mais líquido no mercado ⁠brasileiro -- cedia 0,34%, aos R$5,2535.

O Banco Central vendeu nesta manhã, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Ao fazer o "casadão", o BC ‌eleva a liquidez no mercado à vista em momentos de estresse como o atual, ‌em que o dólar ⁠tem sido pressionado ⁠pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Porém, o efeito do "casadão" sobre as cotações do ⁠dólar é, na prática, nulo, já que ‌o BC vendeu US$1 ‌bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

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Em sua operação regular de rolagem, que também tende a não influenciar as cotações, o BC fará às 11h30 leilão de 50.000 contratos (US$2,5 bilhões) de swap cambial ⁠tradicional visando o vencimento de 1º de abril.

No exterior, a guerra no Oriente Médio segue em curso, com o Irã afirmando que navios devem se coordenar com sua Marinha para passar pelo Estreito de Ormuz, por onde são transportados cerca de 20% do petróleo ‌mundial.

Já os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar, na ⁠esperança de aliviar os preços do petróleo e do gás.

Nesta manhã, após superar os US$100 o barril na véspera, o petróleo tipo Brent estava em leve queda, pouco abaixo deste nível.

No campo comercial, o escritório do Representante de Comércio dos EUA informou na noite de quinta-feira que iniciou investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 de 60 economias, incluindo o Brasil, em relação ao que chamou de falhas na adoção de medidas sobre trabalho forçado.

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A medida representa um esforço do governo Trump para restabelecer a pressão tarifária sobre países de todo o mundo, depois que a Suprema Corte dos EUA considerou ilegais, em 20 de fevereiro, suas tarifas globais.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou com alta de 1,69%, aos R$5,2464.

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