Dólar fecha perto da estabilidade com temores de que Irã instale minas no Estreito de Ormuz

10 mar 2026 - 17h37

Após recuar para a ‌faixa dos R$5,13 mais cedo na sessão, o dólar ganhou força na reta final das negociações do dia e fechou a terça-feira praticamente estável no Brasil, com investidores reagindo negativamente a notícias de que o Irã pode instalar minas no Estreito de Ormuz, por onde são transportados 20% do petróleo mundial.

O ⁠dólar à vista fechou com leve baixa de 0,14%, aos R$5,1582. No ano, ‌a divisa passou a acumular queda de 6,03% ante o real.

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Às 17h28, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia ‌0,27% na B3, aos R$5,1850.

Na segunda-feira, o dólar ‌havia despencado ante o real após o presidente dos EUA, Donald ⁠Trump, ter passado indicações de que a guerra de EUA e Israel contra o Irã poderia terminar em breve.

Trump disse a parlamentares republicanos que a guerra "será concluída muito rapidamente" e, em entrevista à Fox News, afirmou que é possível que ele esteja disposto a conversar com o Irã.

As declarações de Trump ‌ainda ecoaram nos mercados nesta terça-feira, fazendo o petróleo recuar para perto dos ‌US$83 o barril em Nova ⁠York durante o ⁠dia e o dólar ceder ante quase todas as divisas globais.

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No Brasil, o dólar ⁠à vista atingiu às 14h20 a cotação ‌mínima intradia de R$5,1326 (-0,64%) -- ‌valor já próximo das cotações verificadas na semana anterior à guerra.

O otimismo quanto a um desfecho rápido da guerra também deu força ao Ibovespa -- principal índice de ações da bolsa brasileira -- e reduziu os prêmios na ⁠curva de DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão de busca por ativos de maior risco.

Durante a tarde, porém, o dólar recuperou força, após a CBS News noticiar que a inteligência dos EUA começou a observar indícios de que o Irã está tomando medidas para ‌implantar minas no Estreito de Ormuz.

Em meio à ameaça, Trump disse para o Irã remover quaisquer minas que possa ter colocado na região, alertando que, ⁠se isso não for feito, enfrentará consequências militares em nível nunca visto. Ao mesmo tempo, Trump disse que os EUA não têm relatos de que o Irã tenha de fato colocado minas no estreito.

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A possibilidade de aumento do conflito no Estreito de Ormuz -- uma passagem chave para o transporte global de petróleo e gás -- fez o dólar praticamente zerar as perdas no Brasil, com a moeda também ganhando força no exterior e o petróleo se afastando das mínimas do dia.

Às 17h23, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,05%, a 98,911.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de abril.

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