Dólar fecha em queda, a R$4,89, no menor valor em mais de dois anos

Moeda norte-americana acumula baixa de ‌1,13% ante o real na semana

8 mai 2026 - 17h14
(atualizado às 17h57)
A última vez que o dólar esteve abaixo do valor desta sexta foi em 16 de janeiro de 2024
A última vez que o dólar esteve abaixo do valor desta sexta foi em 16 de janeiro de 2024
Foto: Reuters

O dólar ‌encerrou a sexta-feira, 8, em queda no Brasil, atingindo R$4,89, em linha com o recuo da divisa norte-americana no exterior, após dados fortes de emprego nos Estados Unidos diminuírem a percepção de risco de aumento de juros pelo Federal Reserve.

O ⁠dólar à vista encerrou com queda de 0,55%, aos R$4,8961, ‌menor valor de fechamento desde 16 de janeiro de 2024. Na semana, a divisa dos EUA acumulou baixa de ‌1,13% ante o real.

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Às 17h27, o ‌dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no ⁠mercado brasileiro -- cedia 0,83% na B3, aos R$4,9180.

Enquanto isso, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,37%, a 97,864.

Dados divulgados pela manhã mostraram que os EUA abriram ‌115.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em abril, quase ‌o dobro dos ⁠62.000 estimados por ⁠economistas em pesquisa da Reuters, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em ⁠4,3%.

Os números alimentaram a ‌percepção de que o ‌Fed tende a seguir em modo de espera, focado na evolução da inflação.

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Outro fator que favoreceu o recuo do dólar no exterior e, consequentemente, contra o real, ⁠foi o otimismo dos agentes em relação a uma solução para o conflito no Oriente Médio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo permanece em vigor, apesar das ‌novas hostilidades entre os EUA e o Irã.

Os dois lados trocaram disparos ocasionalmente desde que o cessar-fogo entrou em ⁠vigor em 7 de abril, com o Irã atingindo alvos em países do Golfo Pérsico, incluindo os Emirados Árabes Unidos.

"No Brasil, a combinação entre dólar mais fraco globalmente, diferencial de juros ainda elevado, fluxo para emergentes e melhora dos termos de troca — favorecida pelo petróleo acima de US$100 — sustentou a apreciação do real", destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

"Esse conjunto de fatores levou o câmbio a voltar a operar próximo das mínimas do ano, refletindo um ambiente ainda favorável para moedas ligadas a commodities e carry."

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