Rendimento domiciliar per capita do brasileiro chegou a R$ 2.264 em 2025, aponta IBGE

Valor é o maior da série histórica, mas Norte e Nordeste seguem com renda bem abaixo da média nacional

8 mai 2026 - 10h00
O Nordeste e o Norte registraram os menores rendimentos domiciliares per capita, bem abaixo de regiões como Sul, Centro-Oeste e Sudeste
O Nordeste e o Norte registraram os menores rendimentos domiciliares per capita, bem abaixo de regiões como Sul, Centro-Oeste e Sudeste
Foto: Divulgação/Agência Brasil

O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil atingiu R$ 2.264 em 2025. Esse é o maior valor já apurado no país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) - Rendimento de todas as fontes, divulgada nesta sexta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Analisando a série histórica da pesquisa, o rendimento per capita cresceu 6,8% no período de 2012 a 2019 (de R$ 1.782 para R$ 1.904). Com a pandemia de covid-19, o rendimento domiciliar per capita perdeu valor, caindo 4,4%, em 2020, e 7,0%, em 2021, quando foi estimado em R$ 1.692, o menor valor da série. 

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A partir de 2022, no entanto, o rendimento médio domiciliar per capita voltou a crescer, com expansão anual de 6,9%, em 2022, 11,6%, em 2023, e 5,0%, em 2024. Em 2025, manteve-se a tendência de crescimento, com uma expansão de 6,9% em relação ao ano anterior.

Apesar do crescimento nos período pós-pandemia, persistem desigualdades regionais relevantes. O Nordeste (R$ 1.470) e o Norte (R$ 1.558) registraram os menores rendimentos domiciliares per capita, bem abaixo de regiões como Sul (R$ 2.734), Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669).

Além disso, o rendimento varia fortemente conforme o acesso a programas sociais do governo, como Bolsa Família e BPC. Domicílios beneficiados apresentaram média de R$ 886, menos de um terço dos R$ 2.787 observados entre os que não recebem benefícios.

O IBGE aponta que em 2025, o Brasil tinha 212,7 milhões de habitantes. Desses, 143 milhões tinham algum tipo de rendimento. Isso representa 67,2% da população, a maior proporção registrada pela pesquisa iniciada em 2012.

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A pesquisa considera todas as fontes de rendimento, incluindo trabalho, aposentadoria, pensões, programas sociais, aplicações financeiras e aluguel.

Em 2025, o rendimento de todos os trabalhos compunha 75,1% do rendimento médio mensal real domiciliar per capita. Os outros 24,9% são provenientes de outras fontes, com a maior parte sendo de rendimentos de aposentadoria e pensão (16,4%).

Fonte: Portal Terra
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