Dólar fecha dia abaixo dos R$5,25, mas acumula alta de 2% na primeira semana de guerra

6 mar 2026 - 17h13
(atualizado às 17h29)

Após oscilar acima ‌dos R$5,30 em alguns momentos da manhã, o dólar se firmou em baixa no Brasil durante a tarde desta sexta-feira, com exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender moeda e com o enfraquecimento da divisa dos EUA também no exterior.

Notas de dólar
19/03/2025
REUTERS/Dado Ruvic
Notas de dólar 19/03/2025 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

O dólar à vista fechou ⁠a sessão em queda de 0,88%, aos R$5,2414, mas ainda assim a ‌primeira semana de guerra no Oriente Médio foi desastrosa para o real, com a moeda norte-americana acumulando alta de 2,08% no período. ‌No ano, o dólar passou a acumular ‌queda de 4,51%.

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Às 17h05, o dólar futuro para abril -- ⁠o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,55% na B3, aos R$5,2735.

Pela manhã, investidores de todo o mundo em busca de segurança voltaram a vender ações e comprar dólares, penalizando ativos de maior risco como as divisas de países emergentes.

Isso deu força ao dólar também no ‌Brasil, que chegou a superar os R$5,30 em alguns momentos da manhã. ‌No entanto, sempre que ⁠as cotações ultrapassavam ⁠este nível, participantes do mercado entravam nas operações vendendo moeda.

"O dólar tentou acompanhar ⁠a valorização global em função ‌da guerra e da alta ‌do petróleo, mas apareceu fluxo, o exportador vendeu nos R$5,30", comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "Nos R$5,30 o pessoal entra vendendo, e também há desmonte de posição (no mercado futuro)", ⁠acrescentou.

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A divulgação do relatório de empregos payroll de fevereiro nos EUA, no meio da manhã, também fez o dólar reduzir os ganhos no exterior, com reflexos no Brasil.

Os dados revelaram o fechamento de 92.000 postos de trabalho, após criação ‌revisada para baixo de 126.000 em janeiro. O número negativo surpreendeu os economistas, que esperavam uma abertura de 59.000 postos em fevereiro, ⁠conforme pesquisa da Reuters.

Em reação, os rendimentos dos Treasuries cederam, com investidores precificando chances maiores de corte de juros no curto prazo nos EUA, e o dólar se enfraqueceu ante boa parte das demais divisas.

No Brasil, após atingir a cotação máxima de R$5,3215 (+0,64%) às 11h10, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,2388 (-0,92%) às 16h59, um minuto antes do fechamento.

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No fim da manhã, sem efeitos sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem dos vencimentos de abril.

Às 17h02, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,08%, a 98,971.

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