O dólar fechou a sexta-feira em queda de 0,97%, cotado a R$ 4,9896, impulsionado pelas apostas do mercado financeiro na vitória de Flávio Bolsonaro contra Lula no segundo turno da eleição presidencial. Embora pesquisas apontem empate técnico com 50% dos votos válidos, investidores anteciparam operações pró-Flávio na reta final do pregão. O movimento interno destoou do cenário exterior, onde a moeda americana avançou globalmente, acumulando uma retração semanal de 1,64% frente ao real.
Após se manter próximo da estabilidade durante a maior parte da sessão, o dólar fechou a sexta-feira em queda de quase 1% e abaixo dos R$5, com investidores operando sob a perspectiva de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo domingo, no segundo turno da eleição.
O dólar à vista encerrou com baixa de 0,97%, a R$4,9896. Na semana, a divisa acumulou queda de 1,64% e, no ano, recuo de 9,10%.
Às 17h06, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 1,21% na B3, aos R$5,0010.
A moeda norte-americana passou a maior parte do dia oscilando em margens estreitas, com os investidores mantendo posições antes do segundo turno da eleição presidencial.
Ainda que o levantamento do Datafolha divulgado na noite de quinta-feira tenha mostrado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados com 50% dos votos válidos, boa parte do mercado seguiu posicionado para uma vitória de Flávio.
A percepção de muitos agentes era de que, apesar do acirramento da disputa nos últimos dias, Flávio se mantém à frente de Lula e haveria pouco tempo para uma virada.
Durante a tarde, o dólar perdeu força ante o real e passou a ser negociado abaixo dos R$5, com alguns agentes já antecipando operações sob a perspectiva de vitória de Flávio.
"O mercado está apostando na vitória de Flávio, por mais que seja apertadíssima, e isso já era comentado desde a manhã", disse à tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.
"O mercado sempre tem uma leitura antecipada dos fatos para operar, mas às vezes ele erra também", acrescentou.
Após marcar a cotação máxima de R$5,0565 (+0,36%) às 9h01, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$4,9882 (-1,00%) às 16h53, minutos antes do fechamento.
O recuo do dólar na reta final dos negócios esteve em sintonia com o fortalecimento do Ibovespa e a perda de força das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).
Em segundo plano durante o dia em função da corrida eleitoral, o exterior viu o dólar avançar ante boa parte das demais divisas, incluindo as de países emergentes como o peso chileno e o rand sul-africano.
Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,23%, a 101,800.
(Edição de Isabel Versiani)