No terceiro trimestre de 2026, o Spotify superou expectativas ao somar 306 milhões de assinantes pagos e 788 milhões de usuários ativos. A receita subiu 16%, atingindo 4,97 bilhões de euros, enquanto o lucro operacional bateu recorde de 672 milhões de euros, impulsionado por cortes de gastos. A empresa também avançou com a IA Muse, novas formas de monetização para criadores e expansão global de audiolivros, projetando fechar o ano com faturamento de 5,2 bilhões de euros e 316 milhões de assinantes.
Os resultados operacionais do terceiro trimestre de 2026 confirmaram o ritmo acelerado de expansão do Spotify. O serviço de streaming musical alcançou a marca de 306 milhões de assinantes no plano premium após registrar a entrada de 6 milhões de novas contas pagas.
Paralelamente, a base geral de ouvintes conectados subiu para 788 milhões de usuários ativos mensais, impulsionada pelo acréscimo de 11 milhões de pessoas cadastradas na modalidade gratuita.
Durante o período, a arrecadação da plataforma totalizou 4,97 bilhões de euros (cerca de R$ 27,9 bilhões no câmbio recente), avanço anual de 16% sustentado pela estabilidade das assinaturas e pela divisão de anúncios. O setor publicitário somou 482 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões), crescendo 10% com o auxílio de sistemas de vendas automatizadas.
O lucro operacional do grupo superou as expectativas anteriores e bateu 672 milhões de euros (R$ 3,7 bilhões), auxiliado por cortes em marketing e despesas com pessoal. A margem bruta alcançou 33,0%. Por outro lado, o fluxo de caixa livre ficou em 735 milhões de euros (R$ 4,1 bilhões), abaixo dos 806 milhões de euros (R$ 4,5 bilhões) registrados em igual trimestre do ano anterior, variação justificada por oscilações no capital de giro líquido.
Ao comentar os dados apurados, o co-CEO da companhia, Alex Norström, destacou:
"Este foi um trimestre em que cumprimos o que prometemos. Construímos um negócio sólido que continua a crescer exponencialmente, investimos quando vemos um caminho para o crescimento, nossos custos estão diminuindo e ainda temos muito espaço para avançar. A cada expansão do catálogo do Spotify, atraímos novos ouvintes e damos aos nossos clientes atuais mais motivos para voltar, praticamente todos os dias."
Recursos de inteligência artificial e monetização de criadores
Em setembro, a empresa incorporou o Muse, inteligência artificial da Meta focada em gerenciar bibliotecas e reproduções por comandos diretos. O co-CEO Gustav Söderström avaliou o papel da tecnologia no entretenimento:
"O Spotify está em uma das poucas categorias que realmente têm potencial para prosperar na era dos agentes. As pessoas adoram se livrar de tarefas. Mas com o entretenimento é o oposto. Ninguém pede a um agente para 'resumir uma música'.
O objetivo de se livrar dessas tarefas é liberar ainda mais tempo para as coisas que você realmente gosta."
Entre os lançamentos comerciais, o Creator Memberships estreou em 34 mercados para viabilizar assinaturas pagas de podcasts. O Spotify Partner Program também foi liberado em mais de 35 localidades, incluindo o Brasil, remunerando criadores pelo nível de engajamento. Paralelamente, o catálogo literário de audiolivros, que reúne mais de 350 mil títulos em 120 línguas, planeja passar de 22 para mais de 180 territórios até o fim de 2026.
As projeções do Spotify para o quarto trimestre de 2026 preveem adicionar outros 10 milhões de assinantes premium, fechando o ano com 316 milhões de clientes pagantes e 818 milhões de usuários ativos mensais globais. No setor financeiro, a empresa estima obter 5,2 bilhões de euros em faturamento (R$ 29,2 bilhões), margem bruta de 33,8% e resultado operacional de 820 milhões de euros (R$ 4,6 bilhões).