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Spotify supera metas no 3º trimestre de 2026 com 306 milhões de assinantes pagos

Plataforma registrou faturamento de 4,97 bilhões de euros e superou previsões de lucro no terceiro trimestre.

23 out 2026 - 17h01
Resumo
No terceiro trimestre de 2026, o Spotify superou expectativas ao somar 306 milhões de assinantes pagos e 788 milhões de usuários ativos. A receita subiu 16%, atingindo 4,97 bilhões de euros, enquanto o lucro operacional bateu recorde de 672 milhões de euros, impulsionado por cortes de gastos. A empresa também avançou com a IA Muse, novas formas de monetização para criadores e expansão global de audiolivros, projetando fechar o ano com faturamento de 5,2 bilhões de euros e 316 milhões de assinantes.
Spotify supera metas no 3º trimestre de 2026 com 306 milhões de assinantes pagos
Spotify supera metas no 3º trimestre de 2026 com 306 milhões de assinantes pagos
Foto: The Music Journal

Os resultados operacionais do terceiro trimestre de 2026 confirmaram o ritmo acelerado de expansão do Spotify. O serviço de streaming musical alcançou a marca de 306 milhões de assinantes no plano premium após registrar a entrada de 6 milhões de novas contas pagas.

Paralelamente, a base geral de ouvintes conectados subiu para 788 milhões de usuários ativos mensais, impulsionada pelo acréscimo de 11 milhões de pessoas cadastradas na modalidade gratuita.

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Durante o período, a arrecadação da plataforma totalizou 4,97 bilhões de euros (cerca de R$ 27,9 bilhões no câmbio recente), avanço anual de 16% sustentado pela estabilidade das assinaturas e pela divisão de anúncios. O setor publicitário somou 482 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões), crescendo 10% com o auxílio de sistemas de vendas automatizadas.

O lucro operacional do grupo superou as expectativas anteriores e bateu 672 milhões de euros (R$ 3,7 bilhões), auxiliado por cortes em marketing e despesas com pessoal. A margem bruta alcançou 33,0%. Por outro lado, o fluxo de caixa livre ficou em 735 milhões de euros (R$ 4,1 bilhões), abaixo dos 806 milhões de euros (R$ 4,5 bilhões) registrados em igual trimestre do ano anterior, variação justificada por oscilações no capital de giro líquido.

Ao comentar os dados apurados, o co-CEO da companhia, Alex Norström, destacou:

"Este foi um trimestre em que cumprimos o que prometemos. Construímos um negócio sólido que continua a crescer exponencialmente, investimos quando vemos um caminho para o crescimento, nossos custos estão diminuindo e ainda temos muito espaço para avançar. A cada expansão do catálogo do Spotify, atraímos novos ouvintes e damos aos nossos clientes atuais mais motivos para voltar, praticamente todos os dias."

Recursos de inteligência artificial e monetização de criadores

Em setembro, a empresa incorporou o Muse, inteligência artificial da Meta focada em gerenciar bibliotecas e reproduções por comandos diretos. O co-CEO Gustav Söderström avaliou o papel da tecnologia no entretenimento:

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"O Spotify está em uma das poucas categorias que realmente têm potencial para prosperar na era dos agentes. As pessoas adoram se livrar de tarefas. Mas com o entretenimento é o oposto. Ninguém pede a um agente para 'resumir uma música'.

O objetivo de se livrar dessas tarefas é liberar ainda mais tempo para as coisas que você realmente gosta."

Entre os lançamentos comerciais, o Creator Memberships estreou em 34 mercados para viabilizar assinaturas pagas de podcasts. O Spotify Partner Program também foi liberado em mais de 35 localidades, incluindo o Brasil, remunerando criadores pelo nível de engajamento. Paralelamente, o catálogo literário de audiolivros, que reúne mais de 350 mil títulos em 120 línguas, planeja passar de 22 para mais de 180 territórios até o fim de 2026.

As projeções do Spotify para o quarto trimestre de 2026 preveem adicionar outros 10 milhões de assinantes premium, fechando o ano com 316 milhões de clientes pagantes e 818 milhões de usuários ativos mensais globais. No setor financeiro, a empresa estima obter 5,2 bilhões de euros em faturamento (R$ 29,2 bilhões), margem bruta de 33,8% e resultado operacional de 820 milhões de euros (R$ 4,6 bilhões).

The Music Journal Brazil
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