Com o fim do veto às exportações decretado por Moscou, o diesel russo voltou a ser enviado a seus principais mercados, Turquia e Brasil, que respondem juntos por quase 60% desse comércio desde as sanções de 2023. Petroleiros já navegam rumo a portos turcos e a Manaus, normalizando os embarques da Rússia — segunda maior exportadora global do combustível —, cujo fornecimento havia sido suspenso em meio a ataques da Ucrânia contra refinarias russas.
Cargas de diesel russo estão voltando aos seus principais mercados tradicionais após o fim da proibição de exportação imposta por Moscou, com pelo menos dois petroleiros indicando viagens para a Turquia e o Brasil nos últimos dias, de acordo com dados de navegação da Kpler e da LSEG.
A Rússia, que geralmente é o segundo maior exportador mundial de diesel, atrás apenas dos Estados Unidos, já havia reduzido suas exportações no verão, antes de impor a proibição de fornecimento ao exterior, enquanto enfrentava ataques generalizados da Ucrânia às suas refinarias de petróleo.
A Turquia e o Brasil têm sido os dois maiores compradores de diesel russo desde 2023, depois que as sanções ocidentais em resposta à invasão em grande escala de Moscou à Ucrânia redesenharam as rotas de exportação de petróleo da Rússia.
O petroleiro Leruo está indicando Manaus, no Brasil, como seu destino após partir do porto russo de Primorsk, no Báltico, em 16 de outubro, segundo mostram os dados.
Já o petroleiro Dolunay, que partiu de Primorsk com uma carga de diesel em 14 de outubro, segue para Alanya, na Turquia.
A Turquia recebeu cerca de 34% dos carregamentos de diesel russo neste ano, totalizando 95.000 barris por dia, enquanto o Brasil recebeu 24%, com 66.000 bpd, de acordo com dados da Kpler.