RIO - O desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, de acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado é o menor para o mês de maio desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%. No trimestre móvel até abril, a taxa de desocupação estava em 5,8%.
"A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra", explicou o analista da pesquisa, William Kratochwill, em nota.
O resultado veio dentro do esperado, segundo o Projeções Broadcast. A mediana do mercado indicava recuo da taxa de desemprego para 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio. As projeções variam de 5,5% a 5,7%. A avaliação era a de que um mercado de trabalho ainda resiliente deveria sustentar o recuo da desocupação no período.
Em apenas um trimestre, o País registrou crescimento de 558 mil vagas no mercado de trabalho. A população ocupada ficou em 102,703 milhões de pessoas no período. Em um ano, esse contingente aumentou em 840 mil pessoas.
Já a população desocupada diminuiu em 178 mil pessoas em um trimestre, totalizando 6,065 milhões de desempregados no trimestre até maio. Em um ano, 624 mil pessoas deixaram o desemprego.
A população inativa somou 108,768 milhões de pessoas no trimestre encerrado em maio, 381 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 216 mil pessoas.
O nível da ocupação — porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — passou de 58,4% no trimestre encerrado em fevereiro para 58,6% no trimestre até maio. No trimestre terminado em maio de 2025, o nível da ocupação era de 58,6%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.726,00 no trimestre encerrado em maio deste ano. O resultado representa alta de 4,0% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 377,7 bilhões, alta de 4,8% ante igual período do ano passado.
A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 17,332 bilhões no período de um ano, para R$ 377,7 bilhões, uma alta de 4,8% no trimestre encerrado em maio ante o trimestre terminado em maio de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em fevereiro, a massa de renda real caiu 0,3%, com R$ 1,183 bilhão a menos.