Desemprego até fevereiro sobe para 5,8%, mas taxa é a menor já registrada no período

Resultado foi influenciado por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção, comum no início do ano, segundo o IBGE

27 mar 2026 - 09h26
(atualizado às 09h31)

RIO - O desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, de acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi influenciado por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção, comum no início do ano, segundo o IBGE. Mesmo assim, a taxa é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012.

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Renda média real do trabalhador foi de R$ 3.679,00 no trimestre encerrado em fevereiro, segundo o IBGE
Renda média real do trabalhador foi de R$ 3.679,00 no trimestre encerrado em fevereiro, segundo o IBGE
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,8%. No trimestre móvel até janeiro, a taxa de desocupação estava em 5,4%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.679,00 no trimestre encerrado em fevereiro. O resultado representa alta de 5,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 371,1 bilhões no trimestre encerrado em fevereiro, alta de 6,9% ante igual período do ano passado.

No trimestre terminado em fevereiro, faltou trabalho para 16,051 milhões de pessoas no País. A taxa composta de subutilização da força de trabalho aumentou de 13,5% no trimestre até novembro para 14,1% no trimestre até fevereiro. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até fevereiro de 2025, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 15,7%.

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A população subutilizada subiu 4,4% ante o trimestre até novembro, 675 mil pessoas a mais. Em relação ao trimestre até fevereiro de 2025, houve um recuo de 10,5%, menos 1,887 milhão de pessoas.

O País registrou queda de 874 mil vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada ficou em 102,145 milhões de pessoas. Em um ano, esse contingente aumentou em 1,462 milhão de pessoas.

Já a população desocupada aumentou em 599 mil pessoas em um trimestre, totalizando 6,243 milhões de desempregados no trimestre até fevereiro. Em um ano, 1,085 milhão de pessoas deixaram o desemprego.

A população inativa somou 108,388 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro, 275 mil inativos a menos que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 377 mil pessoas.

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O nível da ocupação — porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — passou de 59,0% no trimestre encerrado em novembro para 58,4% no trimestre até fevereiro. No trimestre terminado em fevereiro de 2025, o nível da ocupação era de 58,0%.

Emprego com carteira no setor privado

O trimestre encerrado em fevereiro mostrou uma abertura de 134 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em novembro. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, 445 mil vagas foram criadas no setor privado.

O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,22 milhões de trabalhadores no trimestre até fevereiro, enquanto os sem carteira assinada somaram 13,29 milhões de pessoas, 342 mil a menos do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até fevereiro de 2025, foram criadas 9 mil vagas sem carteira no setor privado.

O trabalho por conta própria ganhou a adesão de 63 mil pessoas em um trimestre, para um total de 26,108 milhões de trabalhadores. O resultado representa 798 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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O número de empregadores aumentou em 51 mil em um trimestre, para 4,209 milhões de pessoas. Em relação a fevereiro de 2025, o total de empregadores encolheu em 0,2%, número que representa um recuo de 10 mil empregadores.

O País teve uma queda de 71 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,49 milhões de pessoas. O resultado representa queda de 158 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior.

O setor público teve 480 mil pessoas a menos no trimestre terminado em fevereiro ante o trimestre encerrado em novembro, para um total de 12,62 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até fevereiro de 2025, foram abertas 500 mil vagas.

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