Com expansão em todos os grandes setores da economia urbana, o desemprego ficou em 5,8% da força de trabalho no trimestre encerrado em fevereiro. Foi essa a menor taxa para esse período na série iniciada em 2012. Embora a desocupação tenha sido maior que a do período terminado em janeiro (5,4%), o rendimento médio mensal do trabalhador, R$ 3.679, bateu mais um recorde, superando por 5,2% o de um ano antes. No período encerrado em fevereiro de 2025, os desempregados eram 6,8% da população ativa. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A melhora do emprego neste início de ano é parte de um cenário de maior atividade na indústria, no comércio varejista e nos serviços. Em fevereiro, a produção industrial foi 0,9% maior que a de janeiro e 0,7% inferior à de um ano antes, acumulando expansão de 0,3% em 12 meses. As vendas no varejo básico foram 0,6% maiores que as de janeiro, alcançaram novo recorde na série iniciada no ano 2000 e foram puxadas pelos chamados produtos essenciais, como alimentos e bebidas. Nos serviços, com aumento de 0,1% sobre janeiro e de 0,5% em relação a fevereiro de 2025, o crescimento foi liderado pelos segmentos de informação e comunicação e transporte rodoviário de carga.
Enquanto as atividades urbanas avançam, os produtores do campo cuidam da colheita da safra atual e preparam o plantio da seguinte. Pela estimativa de março, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas da safra já desenvolvida atingiu 348,4 milhões de toneladas, superando em 0,7% a do ano anterior. Esse volume é um novo recorde na série registrada pelo IBGE, apesar das perdas ocasionadas por problemas meteorológicos — falta de chuvas e altas temperaturas — observados em janeiro e fevereiro no Rio Grande do Sul. Mesmo com esses problemas, a produção gaúcha é mais de 30% maior que a do ano anterior.
Boa produção agrícola resulta em vários benefícios, com destaque para o aumento do volume exportável e a contenção dos preços no mercado interno.
Os últimos dados mostram um quadro positivo nos grandes setores da economia, mas falta garantir um bom desempenho nas contas públicas e uma inflação mais contida, abaixo da mediana (4,7%) das projeções coletadas pelo Banco Central, no início de abril, no mercado financeiro.