Dados de emprego nos EUA e inflação no Brasil recalibram expectativas para os juros

Números eram os mais aguardados desde o início da semana

9 jan 2026 - 10h20
Resumo
Nesta sexta, caso o payroll dos Estados Unidos e o IPCA brasileiro de dezembro não trouxerem surpresas negativas, a tendência é de manutenção das apostas atuais: retomada do ciclo de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve (Fed) a partir de abril e o primeiro corte da Selic projetado para março.
Passagens aéreas pesaram no IPCA de dezembro
Passagens aéreas pesaram no IPCA de dezembro
Foto: Agência Brasil / Marcelo Camargo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (8) em alta de 0,59%, aos 162.936 pontos, impulsionado pela Petrobras, cujas ações avançaram com a alta do petróleo no mercado internacional: os papéis ON subiram 2,50% e os PN, 1,24%.

O desempenho positivo compensou a queda da Vale, que recuou 0,97%, acompanhando o minério de ferro, que caiu 0,73% na Bolsa de Dalian, na China, em movimento de realização de lucros.

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No mercado de câmbio, o dólar fechou praticamente estável, com leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,39, refletindo a cautela dos investidores antes da divulgação do payroll dos Estados Unidos, marcada para esta sexta-feira (9).

Os mercados iniciam esta sexta-feira (9) atentos a uma sequência de indicadores e decisões capazes de influenciar diretamente o rumo dos juros. Se o payroll dos Estados Unidos e o IPCA brasileiro de dezembro não trouxerem surpresas negativas, a tendência é de manutenção das apostas atuais: retomada do ciclo de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve (Fed) a partir de abril e o primeiro corte da Selic projetado para março.

As Bolsas da Europa operam em alta nesta sexta-feira (9), mesmo em meio a balanços corporativos fracos e ao aumento das tensões geopolíticas. O índice STOXX 600 sobe 0,42%, caminhando para a maior sequência de ganhos semanais desde maio, impulsionado principalmente pelas mineradoras.

Nesta manhã, segundo agências de notícias internacionais, os países da União Europeia assinaram o maior acordo de livre comércio da história com o Mercosul, após mais de 25 anos de negociações, com exceção da França, que prometeu reação em breve.

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No campo político e comercial, cresce a expectativa por uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a legalidade das tarifas impostas durante o governo Donald Trump, sem aval do Congresso, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa), de 1977. Um eventual revés judicial pode afetar a inflação americana, embora o governo já tenha sinalizado que pode recompor parte das receitas tarifárias.

No Brasil, a atenção se volta para o IPCA de dezembro. A inflação oficial acelerou 0,33% em dezembro, pressionada principalmente pelas passagens aéreas. Analistas avaliam que, apesar dos sinais de desaceleração da atividade econômica, o comportamento do câmbio e as incertezas fiscais ainda impõem cautela ao Banco Central (BC).

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