Criação de vagas de trabalho nos EUA deve ter desacelerado em setembro

2 out 2026 - 07h00
Resumo
A criação de vagas nos EUA deve desacelerar para 90 mil em setembro, após o salto atípico de 162 mil em agosto, enquanto a taxa de desemprego deve ficar estável em 4,1%. O cenário indica um mercado de trabalho ainda sólido e em pleno emprego, caracterizado por poucas contratações e demissões, o que mantém a perspectiva de mais uma alta de juros pelo Federal Reserve. Embora tensões no Oriente Médio ainda não afetem as vagas, a alta da energia e gargalos logísticos podem pesar até o fim do ano.

A criação ‌de vagas de trabalho nos Estados Unidos provavelmente desacelerou em setembro e a taxa de desemprego deve ter permanecido em 4,1% pelo terceiro mês consecutivo, sugerindo que o mercado de trabalho permaneceu estável à ⁠medida que se aproximava o quarto trimestre.

Essa moderação viria ‌após um aumento inesperado no número de empregos fora do setor agrícola em agosto, que os ‌economistas atribuíram, em parte, à volatilidade ‌relacionada ao modelo que o governo utiliza ⁠para eliminar as flutuações sazonais dos dados. O Escritório de Estatísticas do Trabalho, do Departamento do Trabalho, divulgará nesta sexta-feira seu relatório de emprego.

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"Espero uma reafirmação do mercado de trabalho norte-americano caracterizado por 'baixas contratações e ‌baixas demissões'", disse Joe Brusuelas, economista-chefe da RSM. "Neste momento, ‌estamos em pleno ⁠emprego, e ⁠acho que não haverá nada no relatório que leve o ⁠Federal Reserve a mudar ‌sua orientação de ‌realizar mais um aumento da taxa de juros este ano."

A economia dos EUA deve ter aberto 90 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola ⁠no mês passado, após um salto de 162 mil em agosto, segundo previsão de uma pesquisa da Reuters com economistas. As estimativas variaram de 35 mil a 180 ‌mil.

Os economistas preveem que o número de empregos de agosto, que foi o maior em cinco meses, será ⁠revisado para baixo. Os dados iniciais de agosto costumam ser fracos, o que torna o salto deste ano uma anomalia.

Economistas afirmaram que ainda não há sinais de que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã esteja afetando o mercado de trabalho. No entanto, eles estimam que os crescentes desafios decorrentes do conflito no Oriente Médio, incluindo os altos preços da energia e a pressão sobre as cadeias de oferta, comecem a causar impacto até o final deste ano.

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