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Cosan diz que foram assinados acordos sobre terras no MT com SLC Agrícola, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan

9 jul 2026 - 10h48
(atualizado às 11h33)

A Cosan comunicou nesta quinta-feira ‌que foram assinados acordos envolvendo terras do Grupo Radar no Mato Grosso com os arrendatários SLC Agrícola, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan.

Após os exercícios concorrentes do direito de preferência pelos arrendatários, a companhia disse que foram assinados acordos para a segregação consensual dos imóveis, bem como novos ⁠compromissos de compra e venda, respeitadas as mesmas condições comerciais já pactuadas ‌anteriormente, com valor total de R$1,85 bilhão, sendo aproximadamente R$586 milhões referentes à participação indireta da Cosan, uma das acionistas do Grupo ‌Radar.

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O bloco total compreende um conjunto de propriedades ‌de aproximadamente 41,2 mil hectares físicos, com uma área agricultável ⁠de culturas de 28 mil hectares.

A conclusão da operação segue condicionada a condições precedentes usuais para esse tipo de operação e deverá ocorrer até 30 de outubro de 2026, de acordo com o fato relevante da Cosan.

No fim da quarta-feira, a SLC Agrícola divulgou que, pelos termos ‌do acordo com outros arrendatários, adquirirá agora 8,9 mil hectares agricultáveis por R$669,04 ‌milhões, sendo uma primeira ⁠parcela de R$255,15 ⁠milhões a ser paga na assinatura do acordo, enquanto o saldo remanescente será pago ⁠até 30 de outubro de ‌2026. 

O valor total da transação ‌contempla a infraestrutura instalada na propriedade negociada, compreendendo silos, unidade de beneficiamento de algodão (algodoeira) e outras benfeitorias operacionais, afirmou a SLC, acrescentando que o valor total da terra nua útil/agricultável é de R$639,3 ⁠milhões, aproximadamente o valor de R$ 72 mil por ha agricultável.

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Na bolsa paulista, por volta de 11h20, as ações da SLC avançavam 2,65%, enquanto os papéis da Cosan tinham elevação de 1,6%. 

Analistas do Citi destacaram que a mudança no acordo ‌envolvendo a SLC representa uma redução relevante no escopo da operação e no volume de capital empregado, embora com um custo mais elevado ⁠por hectare.

"Na nossa avaliação, a notícia é positiva (para a SLC) sob a ótica do risco financeiro", afirmaram Gabriel Barra e Pedro Gama em relatório a clientes.

"As preocupações anteriores com uma pressão mais intensa sobre o fluxo de caixa e com o aumento da alavancagem da empresa — que inicialmente projetávamos atingir cerca de 2,7 vezes ao final de 2026 — agora são parcialmente mitigadas. Com a redução da aquisição, estimamos que a alavancagem possa chegar a aproximadamente 2,3 vezes (excluindo operações de leasing)."

Anteriormente, a SLC anunciou que exerceria o direito de preferência para a aquisição da totalidade dos imóveis rurais que compõem o portfólio denominado "Bloco Mato Grosso", do Grupo Radar.

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