Chinalco e Rio Tinto fazem acordo com Votorantim para compra da CBA por R$4,7 bi

29 jan 2026 - 21h37
(atualizado às 21h41)

A companhia chinesa de alumínio Chinalco e a mineradora australiana Rio Tinto anunciaram nesta quinta-feira acordo de R$4,7 bilhões para compra da participação da Votorantim na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

O acordo envolve a ‌participação de 68,6% detida pela Votorantim na CBA e a criação de uma joint-venture no Brasil que ‌ficará com as ações. A joint-venture será controlada por uma subsidiária da Chinalco que terá 67% e a Rio Tinto o restante.

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A transação vai envolver ainda uma oferta pública (OPA) pelo restante das ações da CBA no mercado a ser lançada pela joint-venture, afirmaram as empresas em comunicado ao mercado.

"Embora ‍a intenção atual seja que a joint-venture lance uma oferta pública de aquisição para cancelamento de registro (da CBA) na bolsa simultaneamente à OPA, isso poderá ser reavaliado após a conclusão da aquisição das participações majoritárias", afirmaram as companhias.

O preço base da transação é de R$10,50 ‌por ação da CBA. O papel encerrou nesta quinta-feira cotado a ‌R$10,35. O preço da venda equivale a um prêmio de cerca de 21,15% sobre o valor médio do papel da CBA nos últimos 20 pregões anteriores à assinatura do acordo.

A Reuters publicou mais cedo que a Chinalco e a Rio Tinto estavam prestes a anunciar a compra da produtora brasileira de alumínio.

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O processo de venda também atraiu o interesse da Emirates Global Aluminium (EGA), empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos, de propriedade conjunta do fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, e da Investment Corporation of Dubai, de Dubai. No entanto, as negociações com a EGA não avançaram.

O negócio vai exigir aprovações do Cade e também da Agência Nacional de Energia Elétrica e da Câmara Brasileira de Comercialização de Energia Elétrica, afirmaram as empresas.

A CBA foi criada em 1941 e opera três minas de bauxita, matéria-prima do alumínio, com uma produção anual de cerca de 2 milhões de toneladas. A capacidade de alumina é de 800 mil toneladas por ano. A CBA ainda controla ou tem participação em 21 hidrelétricas e quatro usinas eólicas, com uma capacidade ‌instalada de 1,6 gigawatts, afirmaram as companhias.

"Como a empresa de alumínio mais antiga do Brasil, a CBA possui vantagens essenciais, incluindo autossuficiência robusta em recursos, geração estável de energia limpa e forte valor de marca. Esses atributos fomentaram vantagens competitivas sustentáveis e potencial de desenvolvimento", afirmaram Chinalco e Rio Tinto no comunicado.

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