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Carta do setor empresarial defende acordo de Brasil e EUA sobre tarifas

Amcham e CNI pedem negociação para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros e alertam para impactos sobre empresas, trabalhadores e consumidores

9 jul 2026 - 22h13

A Amcham Brasil, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviaram nesta quinta-feira, 9, carta aos governos dos Estados Unidos e do Brasil defendendo a busca por uma solução negociada contra a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros no mercado americano.

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No ofício, também assinado pela U.S. Chamber of Commerce, organização empresarial americana, as entidades argumentam que avanços nas relações comerciais obtidos por meio de negociação, ao invés da imposição de tarifas, evitarão efeitos indesejados a empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países.

A mensagem foi enviada aos ministros Marcio Elias Rosa (Desenvolvimento) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Do lado americano, receberam a carta o secretário de Estado, Marco Rubio, e o embaixador Jamieson Greer.

Amcham Brasil e CNI enviaram carta aos governos do Brasil e dos Estados Unidos defendendo uma solução negociada para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Amcham Brasil e CNI enviaram carta aos governos do Brasil e dos Estados Unidos defendendo uma solução negociada para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Foto: Rafael Arbex/Estadão / Estadão

Representante comercial dos Estados Unidos, Greer é responsável pela condução do processo, dentro da seção 301, que pode resultar em tarifas de 25% contra produtos brasileiros por supostos prejuízos a companhias americanas por práticas e políticas do Brasil.

Desde o ano passado, a imposição de tarifas contra importações tem sido uma das principais bandeiras do presidente americano Donald Trump, que recuou dos planos em vários casos após negociações.

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Os esforços iniciais dos governos, apontam as entidades, devem se concentrar primeiro na ampliação do acesso a mercados, passando também por cooperação nas áreas regulatória, de propriedade intelectual e minerais críticos.

Na sequência, emendam, os países podem ampliar o escopo das negociações, expandindo as discussões, numa segunda etapa, a outras áreas de interesse mútuo. A lista inclui resiliência de cadeias, segurança energética, economia digital e comércio eletrônico.

"Ao avançar, em um primeiro momento, as questões comerciais mais imediatas e, em seguida, ampliar a agenda para abarcar oportunidades estratégicas de longo prazo, ambos os governos poderão fortalecer a confiança, aumentar a competitividade e estabelecer bases mais sólidas para uma cooperação econômica duradoura", defendem as associações dos setores privados.

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