BRASÍLIA - O Brasil teve déficit de US$ 6,036 bilhões em transações correntes em março, após um saldo negativo de US$ 5,592 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central.
O rombo foi maior do que a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um déficit de US$ 5,620 bilhões. As estimativas, todas negativas, iam de US$ 7,300 bilhões a US$ 4,100 bilhões.
O déficit em transações correntes foi maior do que o contabilizado em março de 2025, quando o resultado foi negativo em US$ 2,930 bilhões.
A conta corrente tem saldo negativo de US$ 20,270 bilhões de janeiro a março de 2026. O rombo em 12 meses passou de 2,61% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro para 2,71% em março, o maior nível desde janeiro (2,84%).
A balança comercial teve superávit de US$ 5,620 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. A conta de serviços teve déficit de US$ 4,785 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 7,384 bilhões, e a conta financeira, negativa em US$ 6,170 bilhões.
O BC espera um déficit de US$ 58 bilhões nas transações correntes este ano, o equivalente a 2,2% do PIB, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre. A estimativa incorpora um superávit comercial de US$ 73 bilhões, além de déficits de US$ 54 bilhões na conta de serviços e de US$ 82 bilhões na conta de renda primária.