O governo federal do Brasil anunciou nesta terça-feira que suspenderá temporariamente a importação de carne bovina da província de San Pedro, no Paraguai, onde foi detectado um novo surto de febre aftosa. A decisão foi anunciada pouco depois que as autoridades veterinárias do Paraguai afirmaram que o surto não afetaria as exportações e que, por isso, não representaria risco para os países vizinhos.
O novo foco foi detectado na fazenda Nazareth, em 23 bovinos de um total de 154 cabeças de gado. O Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa) do Paraguai indicou que esse caso foi confirmado a 15 km de outra fazenda, na qual, em 18 de setembro do ano passado, foi declarado o primeiro foco, que obrigou o sacrifício de 820 cabeças de gado e a suspensão cautelar das exportações.
O Brasil adotará uma série de medidas preventivas na fronteira com o Paraguai que incluem a desinfecção de veículos, a suspensão das feiras agropecuárias nas áreas que fazem fronteira com o Estado de Mato Grosso do Sul e o reforço das ações rotineiras de vigilância sanitária.
O Ministério da Agricultura e da Defesa estabeleceram que o Exército oferecerá apoio logístico às ações sanitárias na fronteira, como já fora realizado em algumas ocasiões anteriores. Além disso, o governo enviará uma missão técnica ao Paraguai na próxima semana para verificar os controles de origem dos animais abatidos e as condições de processamento das carnes exportadas ao Brasil, segundo um comunicado.
A Argentina também decidiu suspender "de forma preventiva" a entrada no país "tanto como importação ou trânsito a terceiros países, de toda mercadoria originária do Paraguai que possa transportar o vírus" da febre aftosa, de acordo com comunicado das autoridades sanitárias argentinas.