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BC do Japão debateu necessidade de novos aumentos nos juros e espaço para medidas mais rápidas, mostra ata

5 nov 2026 - 06h57
Resumo
A ata da reunião de setembro do Banco do Japão indicou que as autoridades debateram a necessidade de acelerar a alta dos juros para conter o avanço da inflação e atingir a taxa neutra em curto prazo. Após elevar a taxa para 1,25%, o maior nível em 31 anos, a diretoria manteve os juros em outubro, mas reforçou a vigilância diante das pressões inflacionárias causadas pelo encarecimento de alimentos e do petróleo, consolidando as expectativas do mercado para um novo aperto monetário já em dezembro.

As autoridades do ‌Banco do Japão reconheceram a necessidade de continuar aumentando a taxa de juros, com alguns sinalizando a possibilidade de aumentos em ritmo mais acelerado, mostrou a ata da reunião de setembro, reforçando os argumentos a favor de uma nova alta já em dezembro.

O ⁠diretoria também debateu a taxa de juros neutra do Japão e ‌a precificação de mercado da taxa terminal do banco central, em um sinal de seu crescente foco em até que ‌ponto ele pode elevar os custos dos ‌empréstimos sem esfriar demais a economia.

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"Se fossem observados sinais ⁠de desvio para cima nos preços, o Banco do Japão precisará acelerar o ritmo dos aumentos dos juros", afirmou um membro segundo a ata divulgada nesta quinta-feira.

Outro membro afirmou que, embora o Banco do Japão não precisasse tomar medidas precipitadas, deveria orientar a ‌política monetária de forma adequada "para evitar aumentos excessivos e persistentes dos ‌preços", segundo a ata.

"Era ⁠desejável aproximar ⁠a taxa de juros de referência da meta aproximada em um prazo relativamente ⁠curto" para que possa responder ‌com flexibilidade a desenvolvimentos ‌econômicos inesperados, afirmou outro membro.

Em sua reunião de setembro, o Banco do Japão elevou a taxa básica de juros para 1,25%, o maior nível em 31 anos, e sinalizou mudança ⁠em sua abordagem de política monetária para uma focada em impedir que a taxa de inflação ultrapasse a meta de 2% do banco.

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O banco central manteve sua taxa básica de juros em uma reunião subsequente em ‌outubro, mas sinalizou vigilância em relação ao risco de inflação, consolidando as expectativas do mercado de um aumento em dezembro.

Na reunião ⁠de setembro, muitos membros projetaram que a inflação ao consumidor acelerará a partir do outono, já que pesquisas refletem um número crescente de aumentos nos preços de alimentos, segundo a ata.

Muitos membros também compartilharam a opinião de que o risco de inflação permanecerá elevado devido a um novo aumento nos preços do petróleo bruto, provocado pelo conflito prolongado no Oriente Médio.

"O Banco do Japão deve continuar a agir de maneira oportuna, sem se tornar excessivamente cauteloso" quanto ao aumento dos juros e buscar aprofundar a análise sobre o risco de inflação, afirmou um membro, mostrou a ata.

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