Atividade industrial da China acelera em agosto com melhora na demanda, aponta PMI

1 set 2026 - 06h50
(atualizado às 07h52)
Resumo
A atividade industrial da China acelerou em agosto, com o PMI subindo para 51,5 e superando as expectativas do mercado. O crescimento foi impulsionado pela alta na produção, novas encomendas e exportações. Para enfrentar a forte concorrência, fabricantes reduziram preços de venda pela primeira vez no ano. O avanço traz alívio em meio ao cenário desafiador de desaceleração do PIB, demanda interna fraca e incertezas externas que continuam a pressionar a economia do país.

O setor industrial da China cresceu em ritmo mais acelerado em agosto, com a produção, as novas encomendas e as exportações apresentando alta, segundo pesquisa do setor privado divulgada nesta terça-feira.

O Índice de Gerentes de ⁠Compras (PMI) da Indústria da RatingDog para a China, compilado ‌pela S&P Global, subiu de 50,9 em julho para 51,5 em agosto, mantendo-se acima da marca ‌de 50 que separa crescimento de ‌contração. O índice também superou as estimativas dos ⁠analistas em uma pesquisa da Reuters, que apontavam para 51.

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A produção cresceu no ritmo mais rápido em três meses, impulsionada por uma demanda mais forte e pela expansão da capacidade, enquanto os novos pedidos avançaram ‌a uma taxa mais rápida, sustentados pelo aumento mais ‌acentuado nos novos negócios ⁠de exportação ⁠em seis meses.

O nível de emprego permaneceu inalterado após aumentos ⁠em junho e julho, ‌mas a demanda mais ‌forte levou ao acúmulo de pedidos pendentes ao ritmo mais rápido desde março. Os estoques de produtos acabados cresceram na taxa mais acentuada desde setembro ⁠de 2025, e as empresas aumentaram suas atividades de compras após reduzi-las em julho.

A inflação dos custos dos insumos subiu ligeiramente em relação a julho, embora a S&P Global ‌tenha afirmado que as pressões sobre os custos permaneceram relativamente modestas. Os fabricantes reduziram os preços de venda ⁠pela primeira vez neste ano, citando a intensa concorrência e os descontos promocionais.

O enfraquecimento da demanda interna tem prejudicado uma recuperação mais ampla da economia de US$ 20 trilhões, e incertezas externas, incluindo tensões comerciais e riscos geopolíticos, continuam a afetar as perspectivas, pressionando a demanda.

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O crescimento do PIB do país desacelerou para 4,3% no segundo trimestre, o ritmo mais lento em mais de três anos e abaixo das previsões. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 5,0%.

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