Opinião: Pedro caminha a passos largos para ser pior participante da história do BBB

Não satisfeito em ser chato 24 horas por dia, ele resolveu transformar o programa em debate ideológico

16 jan 2026 - 21h58
(atualizado às 22h05)
Pedro caminha para ser um dos piores participantes da história
Pedro caminha para ser um dos piores participantes da história
Foto: Reprodução/Globoplay

Se você passou os últimos cinco minutos conectado, já sabe: Pedro traiu a esposa. O fato foi repetido como um mantra exaustivo nas últimas 48 horas, criando uma barreira de rejeição que parecia insuperável. Mas, no Big Brother Brasil, o fundo do poço sempre tem um alçapão, e Pedro decidiu abri-lo.

O BBB 26 dava sinais de ser uma das safras mais generosas da história. Tínhamos o carisma magnético de Alberto Caubói, a voltagem sempre alta de Ana Paula Renault, os embates de Aline ex-Riscado e o flerte onipresente de Jonas. O tabuleiro estava montado para o entretenimento puro. No entanto, todas as rotas de diversão terminam no mesmo obstáculo: a obsessão de Pedro em ser o chato da casa.

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Nesta sexta-feira, Pedro cruzou a linha que separa o jogo da convivência básica. Ao questionar Ana Paula sobre um suposto "trabalho espiritual” para fazê-lo engasgar, ele não apenas destilou uma intolerância religiosa ruidosa, como sequestrou a leveza da pré-festa.

Ver boa parte da casa reunida no quarto para consolar uma Ana Paula desestabilizada, que entre lágrimas perguntava: “Eu sou uma bruxa?”, é o tipo de cena que drena a energia de quem assiste. O público quer ver o "circo pegar fogo", mas não quer ver o teatro ser demolido por preconceito.

Pedro já havia tentado empurrar o debate para a polarização política para cima de Ana Paula. Transformar o confinamento em um espelho fiel da briga ideológica, que já nos esgota nas redes sociais, seria uma tragédia.

Ninguém liga a televisão no pay-per-view para assistir a um replay da linha do tempo do X. O brasileiro busca o BBB pelo seu sagrado direito à alienação. Queremos discutir quem deixou a louça suja, quem fez cocô na parede ou quem guarda rancor de dez anos atrás. Não queremos um palanque entre Lula e Bolsonaro ocupando o espaço do nosso "lixo cultural" favorito.

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A saída de Pedro é uma medida de saúde para a edição. Ele caminha para o posto de um dos piores participantes em 26 anos de franquia.

Fonte: Portal Terra
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