A vida de Solange Couto foi marcada por desafios silenciosos e batalhas travadas longe dos holofotes. Aos 69 anos, a atriz, que está confinada no BBB 26, compartilhou uma realidade de sua história familiar: dois de seus três filhos foram diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de um neto que também recebeu o diagnóstico.
O tema veio à tona durante uma conversa na casa mais vigiada do Brasil. Ao falar sobre a rotina e os cuidados que envolvem os familiares, Solange contou: "Meu filho mais velho tem 51 anos, o Márcio, é autista nível dois de suporte, tem depressão, estou cuidando dele de novo. A Morena faz 35 esse ano, também tem, é autista também, mas todos funcionais. Eu tenho um neto nível três de suporte não verbal, que é o filho mais velho do Márcio, que tem 11 aninhos, o Eric", explicou.
O primogênito, Márcio Felipe Couto Cursino, além do autismo nível dois de suporte, convive com a depressão. Já Morena Mariah, escritora de 35 anos, recebeu o diagnóstico apenas aos 30, após anos de questionamentos e sentimentos de inadequação. Vale lembrar que ela também é mãe do caçula Benjamim, de 14 anos, fruto de uma gravidez aos 55 anos.
O diagnóstico tardio de Morena Mariah trouxe respostas para décadas de dúvidas. Em um relato publicado no Instagram, ela descreveu o impacto da descoberta e a sensação constante de não pertencimento que a acompanhou por anos.
"30 anos de idade, 11 anos de tratamento psiquiátrico, 20 anos desde a primeira vez que vi um psicólogo. Foi esse o tempo que demorou pra eu dar nome ao que era a sensação de me sentir diferente das pessoas (…) Foi muito sofrimento, mas hoje o que importa é comemorar que enfim fui ouvida, enfim encontrei a paz de nomear o que sinto e descobrir que não tem nada de errado em ser quem eu sou", desabafou Morena.
Para Solange Couto, os diagnósticos não representam limitações, mas compreensão. A experiência transformou a famosa em uma voz ativa na conscientização sobre o autismo. Ao longo dos anos, ela passou a compartilhar conteúdos sobre o tema e a incentivar o acolhimento e a informação, tornando-se referência para muitas famílias que vivem realidades semelhantes.