A ausência de Solange Couto na Prova do Anjo do BBB26, realizada na tarde desta sexta-feira (23/1), gerou forte repercussão fora da casa. A dinâmica exigia a formação de duplas, mas a atriz acabou sem parceiro para disputar a prova. Diante da situação, a equipe da artista se pronunciou e apontou que a exclusão teria sido motivada por preconceito etário, levantando um debate que rapidamente ganhou espaço nas redes sociais.
Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, o empresário Luiz Gwyer foi direto ao comentar o episódio: "Solange não foi escolhida por ninguém para fazer a prova do Anjo por puro etarismo". Abalada, a atriz chorou na cozinha e recebeu apoio de Brigido, que tentou confortá-la com a frase "Tô aqui, tá? Toda hora". Ainda emocionada, Solange Couto tentou minimizar a situação dizendo "É porque não tem o número de gente mesmo".
Debate sobre preconceito e invisibilidade
Para Luiz Gwyer, a exclusão reflete um problema estrutural. Segundo ele, mulheres acima dos 60 anos são frequentemente subestimadas. "As pessoas descredibilizam o potencial dos 60+, ainda mais sendo uma mulher", afirmou. O empresário também relembrou o momento em que a atriz brincou com Tadeu Schmidt, dizendo que sua dupla seria uma almofada: "Quando perguntaram a ela quem seria a dupla e ela respondeu que era ela e a almofada, meu coração partiu".
O representante ainda ampliou a crítica ao mercado, questionando a falta de protagonismo para pessoas mais velhas na publicidade e na televisão. "Vocês têm visto novelas com protagonistas 60+?" e "O nosso mercado transpira o etarismo", completou. Para ele, "o BBB é um programa que nos entrega uma lente de aumento sobre muitas questões", reforçando que o episódio expõe uma realidade que ultrapassa o confinamento.