Quem costuma ter o QI mais alto dentro de uma família: o filho mais velho, o do meio ou o caçula? Embora muitos pais não percebam diferenças tão claras entre os filhos, a ciência tem observado que a ordem de nascimento pode, sim, influenciar alguns traços de personalidade e até aspectos ligados ao desenvolvimento intelectual.
Um dos estudos mais conhecidos sobre o tema foi realizado pela Universidade de Oslo e publicado na revista Science. A pesquisa analisou testes aplicados durante o treinamento militar de cerca de 240 mil homens noruegueses e chegou a uma conclusão curiosa: os filhos mais velhos apresentaram, em média, um QI ligeiramente maior.
Segundo os dados, os primogênitos tiveram média de 103,2 de QI, enquanto os segundos filhos registraram média de 101,2. Já os filhos mais novos ficaram com média de 100. Mas calma: isso não significa que nascer primeiro automaticamente transforma alguém em gênio.
Os próprios autores do estudo, os professores Petter Kristensen e Tor Bjerkedal, explicaram que a diferença não está ligada à genética, mas principalmente à criação e às dinâmicas familiares.
Na prática, os filhos mais velhos costumam receber mais atenção exclusiva dos pais nos primeiros anos de vida. Além disso, muitas vezes acabam assumindo responsabilidades cedo, o que pode estimular habilidades ligadas à comunicação, liderança e organização. Como comportamento, eles tendem a ser mais extrovertidos, amigáveis e assertivos.
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