Ator sumiu de novelas de Walcyr Carrasco após detonar personagem: 'Eu tirava leite de pedra'

Artista que atuou em várias novelas de Walcyr Carrasco detonou personagem que viveu em trama do autor

28 out 2026 - 22h28
Resumo
Aos 87 anos e com sete décadas de carreira dedicada à arte, Fulvio Stefanini se afastou das tramas de Walcyr Carrasco após criticar abertamente seu papel em Amor à Vida (2013). Parceiro de longa data do autor, o ator desabafou que seu personagem Denizard foi excluído do enredo principal, não tinha conflitos e o obrigava a "tirar leite de pedra". Stefanini ressaltou a falta de controle sobre obras abertas, nas quais os autores decidem quem atua e quem fica no "banco de reservas".

Fulvio Stefanini teve uma longa parceria em novelas de Walcyr Carrasco. O astro, que está com 87 anos, atuou em Chocolate com Pimenta (2004), Alma Gêmea (2005), Caras & Bocas (2009), e Amor à Vida (2013), o primeiro folhetim das 21h do autor.

Walcyr Carrasco no Conversa com Bial
Walcyr Carrasco no Conversa com Bial
Foto: Reprodução/Globo / Contigo

Contudo, o artista não ficou contente ao viver o Denizard na história de Félix (Mateus Solano) e detonou o papel em abril de 2014, quando foi entrevistado no Todo Seu, extinto programa de Ronie Von na TV Gazeta.

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"Foi um personagem muito esquecido. Ele foi um pouco excluído, digamos assim, da trama central. Ele não tinha história, não tinha conflito, não tinha nada. Eu tirava leite de pedra para conseguir fazer alguma coisa", disparou o artista.

"Engraçado, né? Um ator da sua magnitude falar isso publicamente é, no mínimo, estranho", comentou Ronie. "Não… Foi tão claro, tão evidente. As pessoas cobravam isso na rua, como se eu tivesse alguma responsabilidade sobre o texto. Porque, você sabe, novela é uma obra aberta. E aí, seja o que Deus quiser. O autor escreve o que quer, o que bem entende. E se, por algum motivo, ele resolver te deixar no banco de reservas, você fica no banco de reservas. Não tem muita saída", apontou Fulvio.

70 ANOS DE CARREIRA

Em junho do ano passado, o veterano foi entrevistado pelo G1 e falou sobre a carreira. "São 70 anos dedicados à arte, em que eu sempre trabalhei focado, com muita garra. Eu me emociono quando piso no palco e olho para a plateia. É algo maior que o frio na barriga. Talvez ela seja aquela coisa inusitada, mas, no meu caso, já não dá mais", disse o ator.

"O teatro, eu posso dizer que é a minha vida, porque eu não sei fazer outra coisa. Aliás, eu nunca soube fazer outra coisa, eu não tive outra profissão que não fosse essa. Interpretar é o que eu sei fazer, o que me sustenta, com o que criei a minha família. É a minha profissão, o que eu sempre quis ser e que se tornou a minha paixão", destacou Stefanini.

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