Morta aos 39 anos de câncer, a atriz e cantora Lua Blanco relatou no passado o grande impacto de atuar na versão brasileira da novela "Rebelde", da Record. Em declarações anteriores, a artista revelou que aceitar o papel exigiu o doloroso abandono de sua banda universitária, Lágrima Flor. A decisão a fez mergulhar em uma rotina extenuante de dois anos sem dormir na própria cama, marcada por renúncias extremas, entrega total ao projeto e reflexões sobre os rumos de sua carreira profissional.
O convite para atuar na novela "Rebelde" e integrar o sexteto Rebeldes fez Lua Blanco ficar em dúvida se deveria dizer "sim" à Record ou seguir com a banda Lágrima Flor, que havia formado em 2006 na PUC-RJ ao lado de colegas do curso de Letras. Morta aos 39 anos neste domingo (18) de câncer, a atriz e cantora a ser velada nesta segunda-feira no Rio optou pela primeira opção.
A opção, aliás, foi nada fácil e deixou dúvida na artista que nasceu em família musical. "'Rebelde' veio quando eu estava muito empolgada com a minha banda, e eu vi como era difícil entrar no mercado. O convite era uma chance de trabalhar como atriz e cantora num mesmo projeto. Foi uma mistura de 'não tem como recusar' e 'ferrou, vou perder a minha banda'", afirmou ao "Notícias ao Minuto".
Lua Blanco classificou 'Rebelde' como 'renúncia': 'Entreguei minha alma'
Por conta do "sim" à versão brasileira da novela adolescente anteriormente exibida pelo SBT, Lua Blanco passou dois anos sem dormir na própria cama. "Disseram que eu teria que sair da banda, que seria conflito de interesses. Talvez eu não devesse ter saído da banda e insistido, mas realmente virou um turbilhão", apontou.
"Não tinha tempo para nada. Não dormi na minha cama durante dois anos. Foi uma renúncia. Entreguei a minha alma para aquilo e não fiz mais nada na minha vida naquela época. Foi uma decisão muito difícil", acrescentou a ex-namorada de Arthur Aguiar, seu par também na ficção; eles chegaram a ficar 11 anos sem se falar.
8 anos antes da mor...
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