Em março, GloboNews e CNN Brasil tiveram empate técnico entre os canais de notícias mais vistos na TV paga. Apuração do TV Pop.
É a primeira vez que a emissora do bilionário Rubens Menin, lançada em 2020, se iguala em audiência com o canal da família Marinho, no ar há quase 30 anos.
Foram registrados movimentos contrários: queda de público da GloboNews e crescimento expressivo na pontuação da CNN Brasil.
As duas TVs não apresentaram grande novidade na programação no mês passado. Por isso, não é possível afirmar a motivação desse cenário atípico.
No caso da GloboNews, existe uma crise de imagem em curso, iniciada no último dia 20, quando o programa ‘Estúdio i’, de Andréia Sadi, exibiu o PowerPoint ligando Lula e o PT ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
A arte “incompleta”, nas palavras da apresentadora no posterior pedido de desculpas, gerou uma caça às bruxas na redação do Rio, afastamento de jornalistas e um abalo na credibilidade do canal.
Esse episódio pode ter suscitado a fuga de telespectadores? Sim. Mas, pelo que a coluna averiguou, a liderança ameaçada não teria uma única razão.
Nota-se um desgaste em parte da programação da emissora. A pouca pluralidade de pensamento entre os comentaristas políticos também é um problema.
Na maioria dos telejornais, há excesso de análises repetitivas e poucos ‘furos’ (notícias em primeira mão).
Em alguns horários, a CNN Brasil se mostra mais dinâmica e abrangente. Sua linha editorial mais crítica ao governo Lula também explicaria maior adesão do público assinante de operadoras de TV paga, formado majoritariamente por conservadores de classe média.