Tricampeão em prêmio, Tralli começou a trabalhar aos 12, cuidou de irmã e cursou escola pública

Apresentador sempre gostou de comunicação, mas afirma nunca ter tido o sonho de aparecer na TV

31 mar 2026 - 05h43
(atualizado às 05h43)

César Tralli ganhou pelo 3º ano consecutivo a categoria Jornalismo no prêmio ‘Melhores do Ano’ no Domingão do Huck.

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Brincadeira à parte, essa conquista a partir de votação popular corrobora sua presença como âncora do ‘Jornal Nacional’, a bancada mais poderosa da TV.

Nada mal ao filho de um casal humilde, César e Edna. Ela, de uma família numerosa, trabalhou desde criança como bóia-fria cortando cana no interior de São Paulo. Foi a grande referência para o jornalista. Morreu em acidente aéreo em 2022.

Tralli também assumiu responsabilidades muito cedo. Aos 12 anos, já dava aulas particulares de Português, História e Inglês para ajudar no orçamento doméstico.

Em casa, cuidava da irmã mais nova, Gabriela, portadora da Síndrome de Noonan, uma condição genética que provoca anomalias físicas. Faleceu aos 40 anos em 2018.

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O apresentador sempre estudou em escolas públicas da capital paulista. “Eu era o mais bagunceiro e o melhor aluno. Nunca sabiam o que fazer comigo”, contou ao projeto ‘Memória Globo’

Na adolescência, fez teatro, foi vocalista de três bandas de rock e tocou trombone em fanfarra. Naquela época, escrevia cartas que eram publicadas no Painel dos Leitores da ‘Folha de S. Paulo’, com opinião sobre assuntos sérios.

Antes mesmo de entrar na faculdade de Jornalismo, foi repórter em um jornal de bairro da zona sul, na extinta ‘Gazeta Esportiva’ e na rádio Jovem Pan AM.

A estreia na TV aconteceu na primeira versão do ‘Aqui Agora’, no SBT. Silvio Santos o ouvia no rádio e mandou contratá-lo. Ficou 1 ano. 

Depois, apresentou um programa independente, ‘Florida On Line’, gravado nos Estados Unidos e veiculado na Record. 

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“Nunca tive sonho ou ambição de trabalhar na TV. Sempre achei que fosse ficar na mídia imprensa. Dei certo em televisão por ter passado por outros veículos, especialmente o rádio”, disse.

Está na Globo desde 1993. No começo na emissora, ele morava em uma quitinete alugada no centro velho de São Paulo.

Destacou-se na reportagem e recebeu o convite para ser correspondente em Londres, onde morou cinco anos.

Na volta ao Brasil, dedicou-se ao jornalismo investigativo. Em 2011, assumiu o comando do ‘SPTV 1ª Edição’. 

A partir da pandemia, acumulou a apresentação do ‘Jornal Hoje’ e do ‘Edição das 18h’ da GloboNews.

Em 3 de novembro de 2025, César Tralli chegou ao topo da carreira: tornou-se titular do ‘JN’. “Amo o que faço.”

Além da competência, o jornalista que nunca perdeu a alma de repórter faz a diferença em duas questões.

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A primeira é a apuração de notícias exclusivas, especialmente com a cúpula da segurança pública. 

Ele chega a passar informações aos colegas que estão ao vivo em diferentes telejornais da Globo e GloboNews.

A segunda, o carisma. Teoricamente, um âncora não precisa ser carismático. Mas quando essa característica existe, ajuda a estabelecer uma conexão maior com o telespectador.

De norte a sul, da direita à esquerda, César Tralli atrai mais público com seu estilo amigável e agregador.

César Tralli com o troféu do Melhores do Ano referente a 2025: uma carreira brilhante não planejada
César Tralli com o troféu do Melhores do Ano referente a 2025: uma carreira brilhante não planejada
Foto: Reprodução
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