Maxiane entrou no ‘BBB26’ como uma das participantes mais carismáticas da edição. Espontânea, sorridente e acessível, rapidamente caiu nas graças do público, chegando a figurar nas listas de favoritas ao prêmio.
Sua imagem inicial era a da mulher leve, bem-humorada, dona de si e capaz de transitar por diferentes grupos sem atritos, uma vantagem valiosa em um reality show movido a identificação e afeto.
O cenário começou a mudar quando Jonas ocupou o centro de suas atenções. Após a troca de beijos e a demonstração de interesse amoroso, Maxiane notou investidas de Ana Paula sobre o modelo, que corresponde ao jogo de sedução da jornalista.
Isso fez a competidora nordestina deixar de ser apenas uma jogadora sociável para se tornar uma mulher visivelmente reativa por ver o homem que deseja na mira de outra.
O foco excessivo em Jonas e a rivalidade unilateral com Ana Paula deslocaram sua narrativa e reduziram a presença no jogo a uma disputa emocional. Maxiane se endureceu.
O que antes era simpatia deu lugar a comentários ríspidos, sarcasmo e uma postura defensiva que beira a agressividade. O sorriso bonito agora é raro.
Ela se mostra arredia na maior parte do tempo e enxerga Ana Paula, de quem era aliada, como uma inimiga a ser derrotada.
Faz lembrar uma frase dita pela adolescente Cher (Alicia Silverstone) na comédia ‘As Patricinhas de Beverly Hills’: “Não existe amizade verdadeira quando um garoto está envolvido”.
Ao enxergar outra mulher como ameaça direta, Maxiane passou a agir menos por estratégia e mais por ciúme, sabotando a empatia que havia construído com o público nas primeiras semanas.
Esse tipo de comportamento não surge no vácuo. Revela o quanto ainda é nociva a lógica de rivalidade feminina, especialmente quando há um belo homem em disputa.
O prejuízo à imagem de Maxiane é evidente. O público que antes a via como uma protagonista solar agora a associa a um arquétipo desgastado: o da mulher que se diminui ao orbitar um homem.
Para piorar, a influenciadora suscitou revolta na internet ao reforçar a psicofobia, o preconceito contra portadores de transtornos mentais, em uma crítica à rival.
“A primeira coisa que vou dizer é: seu lugar não é aqui. Seu lugar é na camisa de força fazendo tratamento psiquiátrico”, disse a outros participantes. A velha distorção de usar a figura do ‘louco’ para deslegitimar alguém.
Diante da mudança de comportamento e dessa fala problemática, as redes sociais estão contra Maxiane e passaram a antipatizar com Jonas.
Mas a pernambucana ainda tem tempo de controlar sua passionalidade, recuperar a alegria e voltar à rota certa no programa.