Um apresentador veterano, muito famoso e respeitado, preferiu se demitir e ficar fora da televisão a continuar a trabalhar de maneira precária.
Ele havia aceitado não ter salário por acreditar na promessa de que os cachês de ações de publicidade renderiam altos valores mensais.
Nunca aconteceu.
O pouco que entrava mal cobria seus gastos com deslocamento e o figurino elegante. Ele quase pagava para dar expediente no canal de baixa audiência.
A situação ficou ainda pior quando soube que perderia vários profissionais de sua equipe de produção para gerar economia à emissora.
Mesmo gostando da rotina diante das câmeras, o artista preferiu ir embora a continuar se sentindo humilhado.
Por respeito ao apresentador, a coluna não vai revelar seu nome.
A fonte contou que não é um caso isolado. Tornou-se comum canais em dificuldades financeiras fazerem a mesma proposta: trabalho sem salário ou o pagamento de uma simbólica ajuda de custo.
Muita gente aceita por não querer ficar fora do vídeo e pela expectativa de que usará a visibilidade na TV para fazer renda com as redes sociais.
Acabou, definitivamente, a era de ouro da televisão, quando todos os apresentadores ganhavam salários altos e tinham mil mordomias.