A morte de Laura Cardoso e Glória Menezes em intervalo inferior a 24 horas fez certamente os supersticiosos se arrepiarem devido aos folclores a respeito do mês de agosto.
Um deles se refere à morte. Seria um período de maiores perdas.
Coincidência ou não, vários dos maiores artistas brasileiros saíram de cena neste oitavo período do ano.
Entre eles, Silvio Santos (17/8/2024), Léa Garcia (15/8/2023), Aracy Balabanian (7/8/2023), Claudia Jimenez (20/8/2022), Jô Soares (5/8/2022), Tarcísio Meira (12/8/2021) e Elke Maravilha (16/8/2016).
E ainda Arlindo Cruz (8/8/2025), Dorival Caymmi (16/8/2008), Luiz Melodia (4/8/2017), Paulo José (11/8/2021), Chica Xavier (8/8/2020) e Fernanda Young (25/8/2019).
“O número 8, referente a agosto, tem uma ligação forte com karma, o resgate da lei do retorno”, explica o tarólogo e numerólogo Guilherme ọmọ ti Òṣọ̀giyán.
“Na cultura do Candomblé, agosto é dedicado às festividades de Obaluaê, o senhor da terra. Para os leigos, esse orixá estaria ligado diretamente à morte.”
A associação deste mês com o fim da vida vem de séculos e mistura crenças religiosas, superstições e acontecimentos históricos.
Na Roma Antiga, acreditava-se que em 24 de agosto acontecia uma espécie de abertura de comunicação entre os vivos e o universo dos mortos.
Essa má fama chegou ao Brasil, onde se fortaleceu por datas consideradas traumáticas.
Exemplos: o 24 de agosto de 1954, quando o então presidente Getúlio Vargas cometeu suicídio com um tiro no peito, e o 22 de agosto de 1976, com o adeus ao ex-presidente Juscelino Kubitschek em acidente de carro até hoje sob suspeita.
Do poeta Carlos Drummond de Andrade, que morreu em 17 de agosto de 1987, vem uma reflexão a respeito do mistério sobre o fim da existência que serve a este mês tão temido.
“A morte não existe para os mortos… Os mortos conquistam a vida…”