"Eu não me sinto com a idade que tenho". A frase pode parecer, à primeira vista, uma tentativa de fugir da realidade ou até uma demonstração de imaturidade. Mas a psicologia apresenta uma interpretação bem diferente para esse tipo de percepção.
De acordo com informações reunidas pelo site argentino TN, sentir-se mais jovem do que a própria idade cronológica é uma experiência subjetiva comum, especialmente depois dos 40 anos. A diferença entre a idade registrada e aquela percebida internamente pode chegar a cerca de 20% a menos, e essa percepção tende a permanecer relativamente estável ao longo do tempo.
Isso não significa que a pessoa ignore o envelhecimento, rejeite a própria idade ou deixe de reconhecer as transformações provocadas pela passagem dos anos. A chamada idade subjetiva diz respeito justamente à maneira como cada indivíduo vivencia a própria idade por dentro - uma percepção que nem sempre acompanha exatamente o calendário.
O que significa ter uma idade subjetiva diferente
A idade subjetiva pode ser entendida como a idade que uma pessoa sente ter, independentemente daquela que aparece em seus documentos. É uma dimensão da experiência pessoal que pode se distanciar da idade cronológica sem que isso represente uma distorção da realidade.
O TN cita pesquisas de David Rubin e Dorthe Berntsen, publicadas na revista científica Psychonomic Bulletin & Review, segundo as quais essa diferença entre idade cronológica e idade percebida não é um fenômeno isolado. O descompasso apar...
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