28 anos depois de casal de mulheres ser arrancado de 'Torre de Babel', 'Loquinha' ganha documentário poderoso com 15 depoimentos reais: diretora revela o que mudou na forma de contar essas histórias na TV

Ana Boeckel transforma o fenômeno de Loquinha em documentário e registra histórias de mulheres que encontraram pertencimento em Lorena e Juquinha

28 set 2026 - 21h15
Resumo
O documentário "Loquinha" reúne 15 relatos reais para analisar a evolução da representatividade lésbica na televisão brasileira. Vinte e oito anos após a trágica eliminação do casal vivido por Silvia Pfeifer e Christiane Torloni em "Torre de Babel", motivada pela rejeição do público na época, a produção reflete sobre as mudanças narrativas que permitiram a personagens LGBTQIAPN+ conquistarem o direito ao afeto cotidiano nas novelas, superando o preconceito e desfechos historicamente punitivos.
28 anos depois de casal de mulheres ser arrancado de 'Torre de Babel', 'Loquinha' ganha documentário poderoso com 15 depoimentos reais: diretora revela o que mudou na forma de contar essas histórias na TV.
28 anos depois de casal de mulheres ser arrancado de 'Torre de Babel', 'Loquinha' ganha documentário poderoso com 15 depoimentos reais: diretora revela o que mudou na forma de contar essas histórias na TV.
Foto: Divulgação, @natoartefotografia/TV Globo / Purepeople

Flertar, se apaixonar, passar o dia pensando na pessoa amada, namorar, brigar, fazer as pazes, querer esticar o domingo inteiro na preguiça ao lado de quem se ama... Para um casal hétero, tudo isso não passa de um dia qualquer. Mas a gente sabe que, para a comunidade LGBTQIAPN+, a conta nunca foi simples assim!

Um toque de mãos, um abraço no meio da rua ou um carinho em público sempre carregaram um peso desproporcional. Podem ser perigosos. Podem custar uma vida... E mesmo quando o amor vence o preconceito, fica faltando o básico: o direito de viver essa relação com a mais absoluta e deliciosa banalidade.

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'Torre de Babel' destruiu casal lésbico após críticas

Na televisão, essa virada de chave demorou a engrenar. Lá em 1988, Cecília (Lala Deheinzelin) e Laís (Cristina Prochaska) já marcavam terreno em "Vale Tudo". Dez anos depois, em "Torre de Babel", Leila (Silvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni) entraram para a história como um dos primeiros casais lésbicos assumidos do horário nobre. 

O desfecho, porém, veio no tom trágico da época: Leila morreu na explosão do shopping e, sufocado pela rejeição do público, o autor Sílvio de Abreu decidiu mandar Rafaela pelo mesmo caminho. A esperança daquele amor morreu junto, infelizmente.

O tempo passou. Vieram Teresa e Estela em "Babilônia"; Clara e Marina em "Em Família"; Jenifer e Eleonora em "Senhora do Destino"; Clara e Helena em "Vai na Fé"... Até que, no ano passado, Lorena e Juquinha surgiram em "Três Graças" com algo que pareci...

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