Resumo
A atriz Rita Guedes relatou ter enfrentado graves complicações médicas após se submeter a uma blefaroplastia, cirurgia plástica voltada para a área das pálpebras. Durante o processo pós-operatório, as intercorrências decorrentes do procedimento foram tão severas que a colocaram sob risco real de perder a visão, trazendo um alerta sobre os perigos e cuidados necessários em intervenções estéticas na região ocular.
Rita Guedes publicou um vídeo em suas redes sociais em que relatou as complicações que teve após fazer uma blefaroplastia em fevereiro de 2026. A atriz atribui esses problemas pós-operatórios a um erro médico e também explicou por que passou a usar óculos escuros com frequência.
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Rita Guedes publicou um vídeo em suas redes sociais em que relatou as complicações que teve após fazer uma blefaroplastia em fevereiro de 2026. A atriz atribui esses problemas pós-operatórios a um erro médico e também explicou por que passou a usar óculos escuros com frequência.
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Primeiramente, a blefaroplastia é uma cirurgia plástica que retira o excesso de pele das pálpebras e pode incluir a remoção ou o reposicionamento de gordura. O procedimento pode ser feito nas pálpebras superiores, inferiores ou nas duas regiões, por um cirurgião plástico ou por um oftalmologista especializado em cirurgia oculopalpebral. Em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia e segue com os cuidados indicados durante a recuperação.
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Segundo uma reportagem da Folha de S.Paulo, Rita não realizou a cirurgia com um médico especializado em olhos e não informou o nome ou a especialidade do profissional responsável. Entretanto, a atriz contou que o procedimento durou seis horas, enquanto a cirurgia costuma levar entre uma hora e meia e duas horas. Após a operação, ela precisou ser internada devido ao risco de perder a visão do olho direito.
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Entre os problemas relatados por Rita está a quemose, um inchaço da conjuntiva que pode deixar o olho com aparência de uma bolha. Segundo a oftalmologista Juliana Lasneaux Ribeiro, do CBV-Hospital de Olhos, a condição é relativamente comum e costuma melhorar em até 15 dias. Quando persiste, porém, pode dificultar o fechamento do olho e provocar lesões na córnea.
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A atriz também relatou ter desenvolvido ceratite, uma inflamação que pode ocorrer devido ao ressecamento dos olhos após a cirurgia. A retirada excessiva de pele pode deixar a córnea exposta, inclusive durante o sono, aumentando o risco de ressecamento e de uma úlcera de córnea. Segundo Ribeiro, em casos graves, o problema pode levar à perfuração da córnea e exigir um enxerto de pele para fechar a pálpebra.
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No caso de Rita, também houve alteração no músculo responsável por levantar a pálpebra, que ficou temporariamente paralisado e provocou a queda da região. Atualmente, o olho direito da atriz permanece cerca de 60% aberto, e, segundo Ribeiro, a lesão é considerada grave porque a função nem sempre é recuperada. Em 20 anos de carreira, a médica contou ter tratado apenas de dois pacientes com esse tipo de lesão, e ambos tiveram recuperação após o procedimento.
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Rita contou ainda que soube, dias depois da cirurgia, por meio de um professor de oftalmologia chamado pela equipe do cirurgião, que teria ocorrido uma queimadura durante o procedimento. Segundo Ribeiro, uma lesão térmica pode acontecer pelo uso do cautério, instrumento que utiliza calor para controlar sangramentos, e pode atingir a pele, os cílios ou a córnea.
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A atriz relatou também ter passado por uma cantopexia sem receber essa informação antes da cirurgia. O procedimento reforça o tendão da pálpebra inferior quando ela está frouxa e pode ser realizado junto com a blefaroplastia, mas, segundo Ribeiro, deve ser informado ao paciente previamente.