A ideia de caminhar 10 mil passos por dia já virou quase uma regra para quem busca saúde e bem-estar. Mas novas evidências científicas colocam esse número em xeque, especialmente para mulheres acima dos 60 anos. Segundo pesquisa publicada no British Journal of Sports Medicine, caminhar menos do que isso já pode trazer impactos significativos na saúde cardiovascular.
O estudo acompanhou mais de 13.500 mulheres, com idade média de 71 anos, ao longo de 10 anos. Durante esse período, todas usaram pedômetros para medir a atividade física diária, enquanto os pesquisadores monitoravam indicadores como doenças cardíacas e mortalidade.
'4 mil passos já reduzem risco cardíaco', aponta estudo
Os resultados surpreendem: mulheres que atingiram cerca de 4.000 passos uma ou duas vezes por semana tiveram redução de 26% no risco de mortalidade e 27% no risco de doenças cardiovasculares, em comparação com aquelas que não alcançavam esse nível de atividade.
Quando esse volume de caminhada era repetido três vezes ou mais por semana, o impacto era ainda maior: o risco de morte caiu até 40%.
Ou seja, mesmo níveis considerados moderados de atividade física já fazem diferença real, principalmente para quem tem limitações ou dificuldade em manter uma rotina intensa.
Volume total de passos é mais importante que frequência
Outro dado relevante do estudo muda a forma como muita gente encara o exercício físico: o total de passos acumulados ao longo da semana parece ser mais importante do que a frequência diária...
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