Os psicólogos concordam: o fato de pessoas idosas repetirem as mesmas histórias várias vezes não está necessariamente relacionado a um problema de memória

Não é para causar preocupação, mas sim revisitar as memórias e dar nova forma aos pensamentos. Detalhes!

25 ago 2026 - 12h44
Resumo
Repetir histórias na velhice não é sinônimo de problemas de memória, mas um processo natural de "revisão de vida", conceito criado pelo psiquiatra Robert Butler. Longe de ser patológico, o hábito de revisitar o passado permite ao idoso reorganizar suas experiências, atribuir novos significados à sua trajetória, reavaliar decisões e conflitos e construir uma narrativa coerente sobre a própria existência a partir de sua perspectiva atual.
Os psicólogos concordam: o fato de pessoas idosas repetirem as mesmas histórias várias vezes não está necessariamente relacionado a um problema de memória - foto ilustrativa de Lima Duarte em conversa com Angélica.
Os psicólogos concordam: o fato de pessoas idosas repetirem as mesmas histórias várias vezes não está necessariamente relacionado a um problema de memória - foto ilustrativa de Lima Duarte em conversa com Angélica.
Foto: Divulgação/TV Globo / Purepeople

Um hábito muito comum entre os idosos é a repetição da mesma história a medida que os anos passam, embora seja contada para aqueles parentes que já conhecem os detalhes de cor e salteado. Há a interpretação de que esse ato tem relação com o esquecimento, porém nem sempre é sinônimo de algum problema relacionado à memória.

Uma série de pesquisas tem se voltado para o estudo do papel das memórias que cada um tem ao lado do processo de envelhecimento. O hábito de voltar ao passado através do relato de histórias pode ser um processo que corre naturalmente.

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A 'revisão de vida', a memória e os idosos

E nisso ocorre a reorganização das experiências ao mesmo tempo em que o idoso atribui às memórias algum significado. Ocorre igualmente a construção de forma coerente de uma narrativa da vida daquela mesma pessoa. Um dos pioneiros nesse estudo foi o psiquiatra americano Robert Butler.

Foi em 1963 que o profissional criou a chamada "revisão de vida" apontando que o processo de um idoso de relembrar fatos da própria existência teria chance de ser algo natural e espontâneo. Ao invés de ser classificado de imediato como algo patológico

Recordar fatos ajuda até a perdoar a si mesmo

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Para o profissional, quando se recordam experiências já vividas há a chance de fazer uma análise da própria história, mas agora de um modo diferente. Analisar as decisões, lembrar os conflitos, vitórias e perdas, e até mesmo dar perdão a si mesmo por atitudes tomadas fazendo uma análise levando em conta o momento atual....

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