Netflix pode reviver 'The Crown' para cobrir escândalo e prisão do ex-Príncipe Andrew

Plataforma estaria em negociações para especial sobre queda do irmão do Rei Charles III, preso em fevereiro por suspeita de má conduta

3 mar 2026 - 17h33

A prisão histórica do ex-Príncipe Andrew em 19 de fevereiro pode ir às telas da Netflix em um formato inédito. Segundo reportagem do Daily Mail, a plataforma estaria considerando produzir um especial único de The Crown, dedicado aos escândalos envolvendo o irmão do Rei Charles III.

Emma Corrin como Princesa Diana em The Crown
Emma Corrin como Princesa Diana em The Crown
Foto: Netflix / Divulgação / Rolling Stone Brasil

A série original, criada por Peter Morgan e vencedora de 21 prêmios Emmy ao longo de seis temporadas, encerrou sua trajetória reimaginando eventos da família real britânica entre 1947 e 2005, mas a saga de Andrew poderia trazer o título de volta sob nova roupagem.

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Uma fonte revelou ao jornal britânico que discussões com a Left Bank Pictures, detentora dos direitos de The Crown, já vinham acontecendo há algum tempo sobre a possibilidade de criar especiais únicos abordando escândalos e dramas reais. "Os eventos da semana passada são históricos e sem precedentes", disse a fonte. "Houve conversas avançadas sobre fazer uma série limitada, sob a bandeira de The Crown, sobre a saga de Andrew, que é tão dramática, se não mais dramática, do que qualquer coisa mostrada na série original". A Netflix não se pronunciou sobre o projeto.

Andrew Mountbatten-Windsor foi detido na manhã de seu 66º aniversário, em sua residência atual em Sandringham, sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. As autoridades investigam alegações de que o ex-Duque de York teria compartilhado informações confidenciais com Jeffrey Epstein durante o período em que serviu como enviado comercial do Reino Unido, entre 2001 e 2011. A investigação foi desencadeada por supostos e-mails revelados no mais recente lote de arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA em 30 de janeiro. Andrew permaneceu cerca de 11 horas sob custódia policial antes de ser liberado, e a investigação segue em andamento, sem acusações formais apresentadas até o momento.

A Netflix não é a única interessada em transformar a queda de Andrew em entretenimento. O Daily Mail reportou que Amazon e Disney também estariam explorando projetos sobre o tema, com executivos de estúdios afirmando ter sido "bombardeados" por roteiristas querendo contar a história. Jeremy Brock, roteirista da série A Very Royal Scandal (2024), da Amazon MGM Studios, confirmou ao jornal que executivos da Netflix e da Amazon estão "100% conversando sobre fazer um drama baseado na contínua queda de Andrew". A corrida em Hollywood, segundo fontes da Disney, é para ser o primeiro estúdio a lançar um filme sobre o caso.

A trajetória de Andrew rumo ao ostracismo começou em novembro de 2019, quando ele se afastou da vida pública após a polêmica entrevista sobre seus vínculos com Epstein, financista americano e criminoso sexual condenado, que morreu enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual em agosto de 2019. O Rei Charles III removeu oficialmente os títulos reais de seu irmão em outubro de 2025, após crescente escrutínio sobre a profundidade de suas conexões com Epstein, além de expulsá-lo de Royal Lodge, sua residência de longa data em Windsor. Se condenado por má conduta no exercício de cargo público, Andrew pode enfrentar pena máxima de prisão perpétua, um desfecho que, segundo produtores de Hollywood, carrega drama suficiente para rivalizar com qualquer episódio já exibido em The Crown (2016).

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Rolling Stone Brasil
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