Musical combina Nietzsche com Ramones e Sex Pistols em uma ópera pop-punk

O Fantasma de Friedrich - Uma Pop Ópera Punk está em cartaz no Teatro Arthur Azevedo, em São Paulo, até dia 3 de outubro

25 set 2026 - 23h56
Resumo
Em cartaz em São Paulo, o musical "O Fantasma de Friedrich - Uma Pop Ópera Punk" une filosofia e música ao retratar Friedrich Nietzsche de forma cômica e energética. Idealizado pelo diretor Dimis ao superar uma depressão e desenvolvido com o compositor Enzo Veiga, o espetáculo combina punk rock, pop, ópera e canções do próprio filósofo. A montagem aborda o punk como uma atitude criativa e questionadora, e sua trilha sonora original já se encontra disponível nas plataformas digitais.

Desde a sua idealização, O Fantasma de Friedrich - Uma Pop Ópera Punk, que está em cartaz em São Paulo até o dia 3 de outubro, nunca foi um musical convencional. Após enfrentar um quadro de depressão na juventude, o diretor, dramaturgo e idealizador Dimis encontrou na obra do filósofo Friedrich Nietzsche uma forma de entender aquele momento.

Musical combina Nietzsche com Ramones e Sex Pistols em uma ópera pop
Musical combina Nietzsche com Ramones e Sex Pistols em uma ópera pop
Foto: punk (Divulgação) / Rolling Stone Brasil

O mergulho foi tão profundo que a sua forma de "retribuir a ajuda" foi levar Nietzsche para o teatro, mas sem a melancolia que marcou a sua luta. Inspirado por uma playlist recheada de clássicos do punk rock, bandas que marcaram os anos 2000 e referências do pop contemporâneo, Dimis acabou encontrando uma resposta na música:

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"Foi aí que veio o primeiro vislumbre: o absurdo cômico de ter Nietzsche cantando em cena. E, para mim, ele sempre foi um filósofo pop e punk. Isso conversava muito com as bandas que eu mais ouvia naquele momento, como My Chemical Romance, Green Day, Ramones e Sex Pistols", conta à Rolling Stone Brasil.

Com a ideia em mente, Dimis começou a trabalhar com o compositor Enzo Veiga para criar uma trilha original que, apesar de partir do punk rock, não se limita ao gênero. De acordo com o dramaturgo, as canções também dialogam com o pop, o rock alternativo, a ópera e até com composições escritas pelo próprio Nietzsche, que também se dedicava à música.

Parceiros criativos há mais de uma década, Dimis e Enzo construíram o texto e a música de O Fantasma de Friedrich simultaneamente. "Como o Enzo e eu sempre repetimos, teatro é o substantivo, musical é o adjetivo. A história é a base e o mais importante dentro das nossas obras. Música e texto caminham lado a lado nesse processo de criação. Uma coisa vai alimentando a outra constantemente, mas sempre guiados pela melhor história possível", explica.

O resultado pode ser conferido nos palcos, mas também em casa, já que a trilha sonora, gravada de forma independente, está disponível nas plataformas digitais, para que o público possa revisitá-la sempre que quiser, além de preservar uma parte importante da memória da montagem.

Mais do que reproduzir referências, O Fantasma de Friedrich procura transformá-las em uma linguagem própria. O punk rock aparece menos como um gênero musical e mais como uma atitude diante da criação: questionadora, inquieta e aberta à mistura de universos aparentemente incompatíveis. É desse encontro entre filosofia, teatro musical e cultura pop que nasce a proposta da companhia — uma "Pop Ópera Punk" que encontra na música o seu principal motor criativo.

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SERVIÇO:

O Fantasma de Friedrich - Uma Pop Ópera Punk

  • Temporada: Até 3 de outubro de 2026
  • Local: Teatro Arthur Azevedo
  • Endereço: Avenida Paes de Barros, 955 - Mooca - São Paulo/SP
  • Sessões: quinta-feira a sábado, às 20h; domingo, às 19h
  • Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
  • Vendas: Sympla e bilheteria do teatro
  • Duração: 140 minutos, com intervalo
  • Classificação indicativa: 12 anos
  • Gênero: Teatro musical / Tragicomédia
Rolling Stone Brasil
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