Todos os 5 álbuns de Bruno Mars, do pior ao melhor, segundo Rolling Stone

Do soul de garagem aos estádios lotados: revisitamos a discografia do artista que transformou nostalgia em hino pop contemporâneo

3 jul 2026 - 14h07

Poucos artistas conseguiram transformar reverência ao passado em domínio absoluto do presente como Bruno Mars.

Show de Bruno Mars no Staples Center, em Los Angeles, em julho de 2013
Show de Bruno Mars no Staples Center, em Los Angeles, em julho de 2013
Foto: Mat Hayward/Getty Images para Atlantic Records / Rolling Stone Brasil

Com mais de 150 milhões de discos vendidos e 16 Grammys, o artista do Havaí construiu a carreira em torno de uma ideia simples e ousada: pegar soul, funk, R&B e new jack swing dos anos 1970, 80 e 90 e devolver tudo ao público como se fosse novidade. Funcionou — e continua funcionando.

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Para montar este ranking, consideramos impacto comercial e cultural, coesão sonora e a forma como cada disco se encaixa na trajetória de um artista que nunca teve medo de se repetir — desde que repetisse com perfeição.

A seguir, confira todos os cinco álbuns de Bruno Mars, do pior ao melhor:

5. The Romantic (2026)

https://www.youtube.com/watch?v=lY5V4hSLWY8

Depois de quase dez anos sem lançar um álbum solo — o maior hiato da carreira — Bruno Mars voltou em fevereiro de 2026 com The Romantic, seu trabalho mais conciso e mais latino até hoje. Com apenas nove faixas e pouco mais de 31 minutos, o disco troca o brilho maximalista de 24K Magic por uma sonoridade mais quente, construída sobre cha-cha-cha, bossa nova, new jack swing e soul vintage. Sem participações especiais, é Bruno — sozinho — em cada uma das nove faixas.

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"Risk It All" abre o álbum com mariachi e referências diretas a "Talking to the Moon", criando um diálogo deliberado com a própria história. Já "I Just Might" virou o maior sucesso do projeto, com uma confiança de pista de dança difícil de resistir. Ainda assim, é um disco menos ambicioso (e mais curto) do que qualquer outro de sua discografia: competente e caloroso, mas também o trabalho menos arriscado que Bruno já lançou — ou, como a crítica da Rolling Stone descreveu, água com açúcar da música.

4. An Evening with Silk Sonic (2021)

https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA&list=OLAK5uy_n9GBtFLVfAOwpQWGMpLpvmtxSENrpLazg&index=2

A parceria com Anderson .Paak, sob o nome Silk Sonic, é tecnicamente um álbum colaborativo — mas é impossível discutir a trajetória de Bruno Mars sem incluir este, que talvez seja sua experiência sonora mais pura e divertida. An Evening with Silk Sonic é uma cápsula do tempo voltada ao funk e ao soul dos anos 1970, com Bootsy Collins como narrador e uma produção tão precisa que parece ter sido gravada décadas atrás.

"Leave the Door Open" chegou ao topo das paradas, provando que há mercado de sobra para a sofisticação old-school em uma era dominada por trap e pop hiperprocessado. É um disco curto, charmoso e absolutamente seguro de si — mas, justamente por ser uma colaboração, divide o protagonismo de Bruno de um jeito que os álbuns solo não dividem.

3. Unorthodox Jukebox (2012)

https://www.youtube.com/watch?v=nPvuNsRccVw&pp=ygUIdHJlYXN1cmU%3D

É no segundo álbum que Bruno Mars decide, de uma vez por todas, não se prender a um único gênero. Unorthodox Jukebox reúne produtores como Mark Ronson, Jeff Bhasker, Emile Haynie e Diplo para criar um disco genuinamente imprevisível, que vai do reggae ao funk, do new wave ao R&B, sem perder a costura.

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"Locked Out of Heaven", o single principal, carrega influências evidentes de The Police, com guitarras que remetem diretamente ao new wave dos anos 1980 — e virou um dos maiores hits de sua carreira. "When I Was Your Man" mostrou a faceta mais vulnerável e confessional de Bruno, enquanto "Treasure" levou o funk/disco de volta ao topo das paradas. O álbum chegou ao primeiro lugar em vários países e trouxe a confirmação de que Bruno deixara de ser promessa para se tornar superstar global, mesmo que o disco ainda soe, em alguns momentos, mais como um mosaico de ideias do que como uma visão totalmente unificada.

2. 24K Magic (2016)

https://www.youtube.com/watch?v=UqyT8IEBkvY&pp=ygUJMjRLIE1hZ2lj

24K Magic é funk, R&B contemporâneo e new jack swing dos anos 1990 em estado puro — uma celebração de luxo, dança e autoconfiança, sem um pingo de ironia. A faixa-título virou disco de diamante; "That's What I Like" chegou ao topo das paradas americanas (e também recebeu certificação diamante); e "Finesse" consolidou o álbum como uma máquina ininterrupta de hits.

O disco rendeu a Bruno sete prêmios Grammy, incluindo Álbum do Ano, e cimentou uma estética visual e sonora retrô-futurista que ele seguiria refinando em projetos posteriores, como o próprio Silk Sonic. É um álbum quase perfeito no que se propõe — só fica atrás de uma obra que equilibrou essa mesma ambição com ainda mais coração.

1. Doo-Wops & Hooligans (2010)

https://www.youtube.com/watch?v=LjhCEhWiKXk&pp=ygUUanVzdCB0aGUgd2F5IHlvdSBhcmU%3D

No topo da lista está o álbum de estreia que já trazia, de forma surpreendente, tudo o que faria de Bruno Mars uma lenda em construção. Doo-Wops & Hooligans mistura reggae, soul, pop e R&B em uma coleção que soa eclética, mas nunca dispersa — cada faixa parece escrita para durar décadas.

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"Just the Way You Are" virou um dos maiores hinos românticos do século; "Grenade" revelou o lado dramático e teatral que se tornaria assinatura do cantor; e "The Lazy Song" garantiu certificação diamante — apesar, ou talvez por causa, de sua leveza despretensiosa. "Talking to the Moon", lançada como single, se tornaria, anos depois, uma das faixas mais amadas e revisitadas de toda a discografia, inclusive citada pelo próprio Bruno em The Romantic, uma década e meia depois. É o disco mais simples em termos de produção, mas também o mais honesto: o momento em que um artista ainda desconhecido para boa parte do público provou, faixa após faixa, que tinha o talento de um clássico instantâneo.

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