O último show da turnê de despedida do Sepultura, marcado para 7 de novembro em São Paulo, foi transferido da Mercado Livre Arena Pacaembu para a Suhai Music Hall, reduzindo a capacidade de público de 25 mil para 9 mil pessoas. Sem justificativa oficial divulgada pela Live Nation, a data e o line-up foram mantidos, e as entradas já adquiridas seguem válidas. A apresentação encerra a turnê Celebrating Life Through Death e celebra mais de 40 anos de história de um dos maiores ícones do metal mundial.
O Sepultura não vai se despedir dos palcos na Arena Pacaembu. A Live Nation Brasil anunciou, nesta terça, 8, que o último show da banda, marcado para 7 de novembro, em São Paulo, foi transferido da Mercado Livre Arena Pacaembu para a Suhai Music Hall.
A diferença de porte entre os dois locais é considerável: a Arena Pacaembu comporta 25 mil pessoas, enquanto a Suhai tem capacidade para 9 mil, uma redução de 64% no público máximo da despedida. Nem a banda nem a produtora apresentaram uma justificativa oficial para a mudança.
A data permanece a mesma, e os ingressos já adquiridos continuam válidos para o novo local, sem necessidade de troca. Até o momento, a página do evento no Ticketmaster indica que os ingressos estão esgotados. Por causa do desenho diferente da casa de shows em relação ao estádio, ainda não se sabe se serão abertos novos lotes. As atrações de abertura seguem as mesmas: Krisiun, Metal Allegiance e Sacred Reich, além de convidados especiais ainda não revelados, entre os nomes confirmados anteriormente estavam o ex-baterista Jean Dolabella e o ex-guitarrista Jairo Guedz.
O show encerra a turnê de despedida Celebrating Life Through Death, iniciada em 2024, e marca o fim de mais de 40 anos de estrada de uma das bandas mais influentes da história do metal mundial. Foi nas proximidades do Pacaembu que o grupo fez um de seus shows mais lembrados no início dos anos 1990, período que coincide com o auge da fase Arise. A mudança para a Suhai Music Hall, portanto, enfraquece esse simbolismo.
O último show em São Paulo acontece meses depois do penúltimo do Sepultura no Brasil, a apresentação no Palco Mundo do Rock in Rio 2026, no sábado, 5. Na ocasião, foi a primeira vez, na carreira da banda, em que o repertório consistiu inteiramente de músicas gravadas com o vocalista Derrick Green, que entrou no grupo em 1997, no lugar de Max Cavalera. Em resenha publicada pela Rolling Stone Brasil, o show "serviu para fazer justiça àquele que, de acordo com Andreas Kisser, possibilitou a continuidade da existência do Sepultura".
Formado em Belo Horizonte, em 1984, o Sepultura é uma das bandas brasileiras de maior projeção internacional em toda a história da música pesada. O grupo ajudou a colocar o metal nacional no radar internacional décadas antes de qualquer outro nome do gênero repetir o feito. O show de 7 de novembro, na Suhai Music Hall, será o encerramento oficial de uma trajetória de mais de quatro décadas.