Rock in Rio: Jamiroquai prova ser atemporal em dia dominado pelo k-pop

Com Jay Kay em ótima forma, banda tocou à vontade e sem pressa no Palco Sunset antes de apresentação de Stray Kids

12 set 2026 - 00h36
Resumo
Mesmo em um dia dominado pelo k-pop e pelos headliners Stray Kids no Rock in Rio, o Jamiroquai brilhou no Palco Sunset ao provar sua atemporalidade. Comandada pelo carismático Jay Kay, que esbanjou controle vocal, passos de dança e figurinos excêntricos com seus icônicos chapéus, a banda de acid jazz atraiu tanto pais quanto jovens nostálgicos. O grupo entregou uma apresentação impecável e sem pressa, repleta de clássicos como "Space Cowboy" e culminando no ápice com o hit "Virtual Insanity".

Como esperado, o público que foi assistir ao Jamiroquai no Palco Sunset antes da apresentação dos headliners Stray Kids em plena estreia do Rock in Rio não o mais expressivo do dia. Mas nem por isso a banda de acid jazz ficou apagada em um dia dominado por outro gênero.

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A piada foi que a confirmação no line-up era um agrado aos "pais" que levariam os filhos para os shows de k-pop. O que se viu no público que se aglomerou e vibrou para assistir o grupo, porém, foi uma diversidade de jovens - e os pais, claro.

Jamiroquai se apresentou no Rock in Rio nesta sexta
Jamiroquai se apresentou no Rock in Rio nesta sexta
Foto: Reprodução/Globoplay / Estadão

O Jamiroquai fez história em tempos de MTV, ali pelos anos 1990 e 2000, mas provou, no show do Rock in Rio, ser atemporal. Sem ter conhecimento prévio, pode ser impossível determinar se a música da banda veio diretamente dos anos 1970 ou de algum tempo futuro. Foi essa nostalgia futurista que deu brilho à apresentação no festival.

Todos os membros soam impecáveis: não há um acorde fora do lugar ou uma nota cantada errada pelas backing vocals. Mas, inegavelmente, o grande protagonista é o vocalista Jay Kay, para quem o tempo ironicamente parece não ter passado.

Jay Kay entra no palco sem muito alarde, usando um chapéu roxo (sim, no caso dele, os chapéus são relevantes) e já ganhando o público com (Don't) Give Hate a Chance. Canta com um extremo controle na voz e um domínio de palco invejável: chega a mostrar seus passos de dança já na primeira e na segunda música, Little L.

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Antes de cantar um dos muitos clássicos da banda, Space Cowboy, ele vai sem muita explicação para trás do palco e troca o chapéu roxo por seus fones de ouvido que piscam. Mais tarde, veste um cocar de luz led (referência ao nome da banda, inspirado pelo povo indígena Iroquoi).

É exatamente essa excentricidade um dos elementos que mais faz a banda brilhar no palco. Foi também o que arrancou gritos de "Jay Kay" ao longo do show no Rock in Rio a cada vez que ele fazia uma pausa e trocava de roupa ou acessório de cabeça. Em certo momento, ele até deita no chão do palco para dar um autógrafo a um fã enquanto canta Love Foolosophy.

Em todas as músicas, a banda toca sem pressa. Há espaço para improvisos e para aproveitar um som mais imprevisível, de uma época em que a música não era dominada pelo algoritmo do TikTok com refrões feitos para viralizar.

A catarse vem em Virtual Insanity, uma das poucas letras que foi capaz de prever tão bem o futuro, deixada para o fim. O show do grupo é daqueles feitos para assistir sem nem ver o tempo passar - ou para exatamente se lembrar dele.

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O grupo Stray Kids coroa a estreia do k-pop na sexta. No sábado, o Rock in Rio recebe shows de nomes como Demi Lovato e Maroon 5.

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