O frio e as longas caminhadas na primeira semana do Rock in Rio 2026 impulsionaram as vendas na Cidade do Rock. Na farmácia oficial, que atendeu 5 mil pessoas, dipirona, adesivos para dor muscular e curativos foram os mais procurados para lidar com o desgaste físico. Já nas lojas da C&A, que receberam 9 mil visitantes diários, o público buscou se aquecer com jaquetas jeans, moletons e corta-ventos, além de tênis para troca imediata, enquanto os bonés esgotaram rapidamente logo na primeira sexta-feira.
O frio que atingiu o Rio de Janeiro na primeira semana do Rock in Rio 2026 impactou diretamente as vendas na Cidade do Rock. Com as temperaturas baixas e longas horas de caminhada, o público recorreu a farmácias e lojas de roupa para resolver imprevistos que iam de bolhas nos pés à falta de uma jaqueta. Os dados foram levantados pelo g1 junto aos estabelecimentos oficiais do festival.
A farmácia oficial, a primeira na história do Rock in Rio, recebeu cerca de 5 mil pessoas nos quatro primeiros dias de evento, segundo a rede Venâncio. O produto mais vendido foi a dipirona, seguida de adesivos para dor muscular, curativos para bolhas, remédio para o fígado e lenços de bolso. O sócio-diretor da rede, Rodrigo Ahmed, relatou ao g1 que alguns fãs compraram absorventes e preservativos não para os usos convencionais, mas para proteger os pés e evitar bolhas durante os longos percursos pela Cidade do Rock.
Nas lojas de roupa, o frio foi o principal motor das vendas. As duas unidades da C&A montadas exclusivamente para o festival receberam cerca de 9 mil pessoas por dia. As jaquetas jeans lideraram: mais de 200 unidades foram vendidas nos três primeiros dias. Moletons, camisetas, corta-ventos e tênis também estiveram entre os mais procurados. A gerente sênior de Marketing da C&A, Mariana Prado, destacou ainda a quantidade de calçados deixados na urna de reciclagem da loja: "A quantidade de tênis que as pessoas deixam e precisam trocar é impressionante", disse na reportagem.
O item que esgotou mais rapidamente, no entanto, foi o boné: cerca de 400 unidades foram vendidas apenas na sexta, 4, e o estoque acabou antes do fim da noite. As duas lojas contam com uma equipe de 35 profissionais, e o estoque é preparado cinco dias antes do início do festival, com reposição conforme a demanda.
O levantamento traça o perfil de quem esteve no Rock in Rio na primeira semana: um público disposto a passar o dia inteiro no festival, enfrentar o frio e caminhar por horas — e que recorreu ao comércio local para resolver, na hora, o que não havia planejado em casa.