Di Ferrero no Rock in Rio: 'quem não viveu aquilo fala hoje que é emo, e isso é muito legal'

Logo após ter se apresentado no festival carioca, vocalista do NX Zero refletiu sobre poder do movimento emo nos anos 2000: 'tudo é legal e genuíno nessa geração'

15 set 2026 - 11h00
Resumo
No Rock in Rio, Di Ferrero abriu o Palco Sunset com Danilo Cutrim, do Forfun, celebrando a trajetória da geração emo dos anos 2000. O vocalista do NX Zero destacou que a união entre bandas de estilos musicais distintos se deu pelo contexto geracional. Emocionado ao lembrar do preconceito que enfrentaram no início de suas carreiras em contraste com o sucesso atual, Ferrero celebrou a valorização tardia do movimento, ressaltando o orgulho de ver novos públicos se identificarem como emos hoje.

A explosão do emo no Brasil nos anos 2000 foi tão abrangente que vários artistas bem diferentes receberam o mesmo rótulo, mesmo sem soar parecidos. NX Zero e Forfun, por exemplo, foram colocados em uma caixinha só.

Roupa Nova em entrevista à Rolling Stone Brasil
Roupa Nova em entrevista à Rolling Stone Brasil
Foto: reprodução / Rolling Stone Brasil

Em entrevista a Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil durante o Rock in Rio 2026, Di Ferrero falou sobre a comparação. O vocalista do NX Zero considera haver mais similaridade pela época em que os grupos surgiram do que pela música em si:

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"A cultura da geração é diferente do estilo de música. Você pode fazer um som folk, pop, e ser daquela geração. Forfun é uma banda do Rio, então é mais 'pra cima', mais solar. O NX é de São Paulo, então é aquela coisa urbana, mais tocada. Mas faz parte do mesmo contexto. Apesar de ser diferente, é parecido. Não tem como não ser: a gente é da mesma geração, a gente trocou muita figurinha desde o começo."

O cantor abriu o Palco Sunset no primeiro dia de festival, 4 de setembro, promovendo seu álbum solo mais recente, SE7E (2025). O show ainda teve como convidado especial Danilo Cutrim, vocalista e guitarrista do Forfun — por isso a comparação.

Perguntado sobre a importância de dividir os holofotes com o colega, Ferrero ficou emocionado ao lembrar do preconceito sofrido pelo emo no período de auge de popularidade.

"Poder estar aqui no palco do Rock in Rio, lá de trás, quando a gente tocava pra dez pessoas… Estar aqui junto, poder chamar ele, proporcionar isso… Ele também me chamou pra cantar no palco da Apoteose, aqui no Rio. É uma troca que continua, é muito irado. É uma geração que no começo foi julgada, sim, só que hoje em dia como tudo é legal nessa geração, tão genuína, quem não viveu aquilo fala: 'ah, eu sou emo'. Isso é muito legal."

Rolling Stone Brasil
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