Com figurinos e lightsticks, fãs de K-pop levam novo colorido ao Rock in Rio

NEXZ, Hwasa e Stray Kids fazem a estreia do gênero no festival, se apresentando no Palco Mundo

11 set 2026 - 18h32
Resumo
A estreia do K-pop no Rock in Rio foi marcada pelo sucesso de público, liderado pelo Stray Kids, primeiro grupo do gênero a ser headliner no Palco Mundo, que também recebeu Nexz e Hwasa. Fãs dedicados enfrentaram chuva desde a madrugada, exibindo figurinos conceituais e os tradicionais lightsticks sincronizados com o show. Contrariando estereótipos, a plateia reuniu muitos adultos que relatam encontrar nas letras inspiradoras das músicas apoio emocional e motivação para superar desafios.

A julgar pela empolgação dos fãs, a decisão de trazer o K-pop (o pop coreano) para o Rock in Rio foi um grande acerto. Antes das 6h da manhã desta sexta-feira, enfrentando chuva e um frio incomum para o Rio de Janeiro, já havia pelo menos 200 pessoas nos portões da Cidade do Rock.

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Logo após a abertura dos portões, às 14h, o público que se aglomerava na plateia do Palco Mundo já era maior do que o de Elton John, na última segunda-feira, no mesmo horário. E a grande maioria vestida a caráter, com figurinos que remetem à identidade visual das atrações.

Fãs do KPop aguardam início dos shows na Cidade do Rock: na foto, Kamila Karvat e Juliana Saracine
Fãs do KPop aguardam início dos shows na Cidade do Rock: na foto, Kamila Karvat e Juliana Saracine
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A explosão do K-pop deixou de ser um fenômeno regional na Ásia para se tornar uma força dominante na cultura pop e no mercado fonográfico global. O Stray Kids, headliner do Palco Mundo nesta sexta-feira, 11, se consolidou como uma das maiores referências dessa indústria.

O Stray Kids é o primeiro grupo de K-pop a ocupar a posição de headliner no festival. No mesmo espaço também se apresentam o Nexz -- outra boy band coreana - e a cantora coreana Hwasa, ambos igualmente se apresentando pela primeira vez no evento. O DJ brasileiro Alok completa as atrações do Palco Mundo nesta sexta-feira.

As fantasias e figurinos usados pelos fãs do Stray Kids nos shows e festivais costumam ser inspiradas em dois universos principais: os SKZOO (os mascotes oficiais do grupo) e nos looks conceituais dos próprios integrantes nos clipes e apresentações.

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Lightstick era adereço recorrente entre os fãs de k-pop que aguardam shows no Rock in Rio
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

E quem esperava ver um mar de adolescentes se enganou redondamente. Havia sim muitos jovens, mas também uma proporção significativa de mulheres de 20 a 40 anos -- muitas delas também fantasiadas.

Foi o caso de curitibana Kamila Karvat, de 32 anos, e da paulistana Juliana Seracine, de 34. As duas se conheceram em um show do Stray Kids e ficaram amigas. Agora, viajam juntas para acompanhar as apresentações.

"Eu virei fã do grupo, sobretudo, por conta das letras das músicas", contou Kamila. "Elas me motivaram a alcançar meus objetivos; as pessoas não conhecem os grupos e nem querem conhecer, só julgam."

Fã do K-Pop, Kauana Teles diz que os Stray Kids a ajudaram a superar uma depressão
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A amiga também cita as letras como um dos fatores principais.

"Eu não gostava de K-pop, mas ele inspira a gente em relação à vida", contou Juliana, acrescentando que é mãe de uma criança autista. "Eles ajudam você a se fortalecer, ser quem é."

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Outra curitibana que esperava o início do show do Stray Kids, Kauana Telles, de 29 anos, contou como o grupo a ajudou a superar um período difícil.

"Quando estava em uma época difícil, com depressão, eles me deram energia, me ajudaram a ter esperança."

Chamava a atenção nas mãos de todas as fãs o chamado lightstick -- um bastão de luz em formato de bússola que simboliza a união dos Stray Kids com seus fãs e como seguem juntos na mesma direção.

Outras bandas de K-pop também têm seus respectivos lightsticks. Os dispositivos são conectados a uma espécie de Bluetooth do local, que ajuda a sincronizar as luzes do palco com as dos bastões, oferecendo um show a parte da plateia. A brincadeira custa, em média, R$ 400.

A própria organização do festival compartilhou em suas redes sociais um pedido para os fãs:

"No dia 11 de setembro, traga o seu lightstick para a Cidade do Rock e vamos juntos fazer o maior light ocean [oceano de luzes] da história!"

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