Por que shows de festivais são uma oportunidade única, segundo Criolo

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, cantor destacou a importância do João Rock como vitrine para novos públicos

4 ago 2026 - 16h13

Criolo acredita que os festivais ocupam um papel essencial na circulação da música e na construção de novas conexões com o público. 

Criolo
Criolo
Foto: Reprodução/Instagram / Rolling Stone Brasil

Em entrevista à Rolling Stone Brasil durante o João Rock 2026, o artista explicou que eventos desse porte oferecem uma oportunidade rara para apresentar seu trabalho a pessoas que talvez nunca tenham acompanhado sua carreira.

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"É sempre diferente porque o festival provoca o encontro, sobretudo da pessoa que não está ali para te ver. Então eu tenho oportunidade de apresentar o meu trabalho para as pessoas que não conhecem o meu trabalho. Isso é um ouro para a gente", afirmou.

Mais do que um festival 

O cantor também elogiou a proposta do João Rock, ressaltando o compromisso do festival com a diversidade artística e sua capacidade de abrir espaço para diferentes gerações e estilos musicais.

"Isso é o que a gente tem de mais valioso. O João Rock sempre teve esse olhar plural e, sobretudo, estar nesse palco que representa tanto essa janela para o novo, para mim muito me honra estar fechando esse festival", disse.

Para Criolo, a atmosfera de um festival traz uma responsabilidade diferente, independentemente da experiência acumulada pelos artistas. 

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Segundo ele, cada apresentação carrega a sensação de que é preciso aproveitar ao máximo a chance de conquistar novos ouvintes.

"Todos nós temos uma batida de coração diferente quando é um festival porque a gente não pode perder essa oportunidade", concluiu.

Trajetória musical

A relação de Criolo com grandes festivais acompanha uma trajetória marcada pela diversidade musical e pela constante experimentação artística. 

Consolidado como um dos nomes mais relevantes da música brasileira contemporânea, Criolo transitou do rap para diferentes sonoridades ao longo da carreira, incorporando influências da MPB, samba, afrobeat e música eletrônica. 

Álbuns como Nó na Orelha, Convoque Seu Buda e Sobre Viver evidenciam a versatilidade do artista, que também se tornou presença frequente nos principais festivais do país e referência por unir experimentação musical e reflexões sociais. 

Rolling Stone Brasil
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