Pioneiro do stoner rock com o Kyuss, Josh Homme revelou em entrevista que afastou o Queens of the Stone Age do gênero para evitar fórmulas repetitivas, afirmando que não queria soar como uma banda cover de Black Sabbath. Embora admire o grupo britânico, o músico busca escapar de rótulos comerciais e definições pré-estabelecidas, priorizando uma identidade artística autêntica e difícil de categorizar para sua banda.
Apesar de ser amplamente reconhecido como um dos pioneiros do stoner rock (ou, mais especificamente, do desert rock) graças a seu trabalho à frente do Kyuss nos anos 1990, Josh Homme tem mantido uma distância desse rótulo ao longo da trajetória com o Queens of the Stone Age.
Em uma entrevista recente ao canal de Rick Beato no YouTube, o músico abriu o jogo sobre os motivos que o levaram a afastar o som da banda desse subgênero, resumindo sua postura de forma bastante direta: ele não quer soar como "a 15ª melhor banda cover de Black Sabbath".
Embora Homme demonstre respeito e admiração pelo Sabbath — banda que pavimentou o caminho para o surgimento do próprio stoner —, ele percebeu que grande parte das bandas associadas ao movimento acabava gravitando em excesso por fórmulas parecidas com as do grupo de Birmingham, na Inglaterra.
Homme refletiu a respeito (transcrição via Ultimate Guitar):
"Bom, acho que o mundo do stoner rock é mais baseado no som do Sabbath, e respeito isso porque amo muito o Black Sabbath. É uma daquelas bandas em que você pensa: 'Caramba, essa música também é boa?!'. Mas acho que, às vezes, algumas bandas desse estilo soam excessivamente parecidas com eles, e eu não quero soar como a décima quinta melhor banda cover do Sabbath. Mas algumas são realmente f*das, simplesmente incríveis."
Josh Homme, Queens of the Stone Age e os rótulos
Segundo o músico, embora ele compreenda a necessidade comercial de se catalogar os estilos com um rótulo especifico, sua intenção artística sempre foi escapar de definições pré-estabelecidas, inclusive em relação ao stoner.
O líder do QOTSA comentou:
"Bom, eu sei que é um gênero nas lojas de discos, e sei que é assim porque as pessoas realmente adoram. Elas querem abarcar o estilo de forma ampla, reunir tudo e dizer: 'Está tudo aqui'. E acho isso legal. É que, naturalmente, eu nunca quis fazer parte de algo específico; porque, (para a minha música), eu quero que alguém pergunte 'Qual é o gênero?' e a resposta seja: '... É complicado'."