Paris Hilton reflete sobre sex tape vazada quando tinha 19 anos: 'Foi abuso'

A cantora e estrela de reality shows falou em apoio ao DEFIANCE Act, um projeto de lei que visa proteger vítimas de conteúdo sexualmente explícito gerado por IA

23 jan 2026 - 10h55

Paris Hilton falou sobre o lançamento, em 2004, de uma sex tape em que ela aparece durante uma participação no Capitólio, em Washington, na quinta-feira. Acompanhada pela deputada democrata de Nova York Alexandria Ocasio-Cortez e pela deputada republicana da Flórida Laurel Lee, a estrela de reality shows fez um discurso emocionado sobre a importância de proteger mulheres de situações semelhantes.

Paris Hilton (Foto: Axelle/Bauer
Paris Hilton (Foto: Axelle/Bauer
Foto: Griffin/FilmMagic) / Rolling Stone Brasil

"Quando eu tinha 19 anos, um vídeo privado e íntimo meu foi compartilhado com o mundo sem o meu consentimento", disse Hilton. "As pessoas chamaram isso de escândalo. Não foi. Foi abuso".

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Hilton compareceu ao evento em apoio ao Disrupt Explicit Forged Images and Non-Consensual Edits Act, ou DEFIANCE Act. A legislação bipartidária permitiria que vítimas de conteúdo sexualmente explícito gerado por IA tomem medidas legais contra quem cria, distribui ou solicita esse tipo de material com a intenção de distribuí-lo. O projeto já foi aprovado no Senado.

"Na época, não havia leis para me proteger", explicou Hilton. "Nem sequer existiam palavras para descrever o que havia sido feito comigo. A internet ainda era nova, e também a crueldade que veio com ela".

Ela continuou: "Chamaram-me de nomes. Riram e me transformaram em piada. Venderam minha dor por cliques e depois me mandaram ficar quieta, seguir em frente, até ser grata pela atenção. Essas pessoas não me viam como uma jovem que havia sido explorada. Não viam o pânico que senti, a humilhação ou a vergonha. Ninguém me perguntou o que perdi."

Hilton explicou que teve a plataforma para retomar o controle de sua própria história, mas que "tantas outras pessoas não têm". "E o que aprendi é que, quando sua imagem é violada, isso não desaparece; isso vive dentro de você, mas o seu poder também", afirmou. "Contar a verdade me ajudou a me curar, e tenho muito orgulho de hoje estar aqui sem vergonha".

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Ela concluiu: "Vou continuar dizendo a verdade para proteger cada mulher, cada menina, cada sobrevivente, agora e no futuro."

A sex tape foi gravada pelo então namorado de Hilton, Rick Salomon. Ela relembrou a experiência em seu livro de 2024, Paris: The Memoir, escrevendo que se sentiu pressionada a permitir que o namorado, muito mais velho, a filmasse. O material foi divulgado em 2004. Após Hilton declarar publicamente que não havia autorizado o lançamento, Salomon processou Hilton por difamação. Ela entrou com uma ação contra ele e recebeu uma indenização, que doou para caridade.

Em 2021, Hilton descreveu a sex tape à Vanity Fair como "algo que vai me machucar pelo resto da vida". "Foi uma experiência privada entre duas pessoas", disse Hilton. "Você ama alguém, confia em alguém, e ter essa confiança traída dessa forma, com o mundo inteiro assistindo e rindo… Foi ainda mais doloroso para mim que as pessoas pensassem que fiz isso de propósito — isso me destruiu. Até hoje, falar sobre isso me causa transtorno de estresse pós-traumático".

Hilton lançará um novo documentário, Infinite Icon: A Visual Memoir, em 30 de janeiro. O filme será centrado na criação do álbum de 2024 de mesmo nome e vai explorar como a música muitas vezes serviu como um alívio nos momentos mais difíceis de sua vida e carreira. No longa, Hilton também enfrentará as formas frequentemente profundamente misóginas com que foi retratada pela mídia e falará sobre suas experiências em escolas para adolescentes problemáticos, onde afirma ter sido vítima de abuso.

Rolling Stone Brasil
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