Em meio aos preparativos para o festival beneficente Daisy Chain Fields, Olivia Rodrigo voltou a usar sua visibilidade pública para defender os direitos reprodutivos nos Estados Unidos. Em vídeos divulgados na última terça-feira (21) pelo Center for Reproductive Rights, a cantora criticou duramente grupos anti-abortistas e definiu as leis restritivas no país como uma busca por controle sobre o corpo das mulheres!
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Durante a série de conversas com especialistas legais e líderes da organização, a artista abordou temas urgentes que afetam o atendimento médico da população feminina americana. Entre os tópicos discutidos estão os constantes ataques ao acesso à mifepristona — medicamento aprovado para interrupções médicas na fase inicial da gestação — e as barreiras severas impostas a parteiras em estados do sul do país.
Ao comentar as estatísticas sobre a mortalidade materna, especialmente entre mulheres negras que enfrentam dificuldades para garantir partos seguros, a voz de "drivers license" expressou indignação com o cenário legislativo. Para a artista, as medidas restritivas vão muito além da proteção à vida, resumindo-se a uma dinâmica de subjugação.
"Eu nem consigo entender a mentalidade por trás de ser contra a obstetrícia. É apenas o desejo de controlar as mulheres e colocá-las para baixo? Isso simplesmente não faz sentido nenhum", declarou a artista durante o bate-papo.
Críticas diretas às leis restritivas
Em outro trecho da gravação, a cantora rebateu a retórica usada por grupos conservadores. Ao discutir casos de pacientes que enfrentaram complicações graves por falta de atendimento adequado e acabaram em UTIs, Olivia foi incisiva e questionou o verdadeiro propósito dessas proibições.
"Não é nada 'pró-vida' prejudicar a saúde dessas mulheres a longo prazo. Ver elas em uma UTI é aterrorizante. Isso é 'pró-controle'", afirmou a cantora.
Ativismo e bastidores da carreira
O compromisso de Olivia Rodrigo com a pauta reprodutiva é antigo. Recentemente, ela anunciou a criação do Daisy Chain Fields, festival beneficente idealizado por ela com performances de artistas mulheres como Stevie Nicks, Chappell Roan e Doechii para arrecadar fundos a instituições voltadas às mulheres. A iniciativa se soma ao projeto Fund 4 Good, que já arrecadou mais de US$ 2 milhões para fundos de apoio ao aborto.
O posicionamento ocorre em uma fase movimentada na carreira da artista. Após conquistar o topo das paradas globais com o álbum "you seem pretty sad for a girl so in love", impulsionado pelo hit "the cure", Olivia se prepara para iniciar uma turnê de oito meses a partir de setembro.
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