A imagem de artistas viajando o mundo, lotando shows e vivendo uma rotina glamourosa muitas vezes esconde uma realidade pouco falada: o impacto emocional, físico e psicológico da maternidade em meio à carreira musical. Entre aeroportos, camarins e agendas lotadas, nomes como IZA, Luedji Luna, Letrux e Tiê abriram o jogo ao POPline sobre os desafios reais de criar filhos enquanto seguem nos palcos.
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As artistas revelam que, por trás das apresentações e turnês, existe uma rotina marcada por reorganização constante, culpa materna, saudade e adaptações profundas na vida pessoal e profissional. Em comum, todas apontam para uma verdade pouco romantizada: conciliar maternidade e carreira artística exige uma logística emocional diária.
IZA detalha como a maternidade mudou sua carreira
Mãe de Nala e vivendo a experiência da maternidade solo, IZA conta que toda a sua rotina profissional passou a ser construída a partir das necessidades da filha. A artista afirmou que acompanhar o crescimento de Nala se tornou sua maior prioridade e revelou que a maternidade transformou completamente sua forma de trabalhar. Segundo IZA, hoje ela se sente mais organizada e menos acelerada.
"Como eu moro sozinha com a Nala, e sou mãe solo, a minha vida gira em torno da agenda dela. Então eu estou sempre tentando encaixar o meu trabalho, que eu amo muito, com o conforto dela, que vem em primeiro lugar. E a nossa relação também. Estar com a Nala, curtir o seu desenvolvimento e assistir ela crescendo, na minha frente, é a minha prioridade. Tem sido muito gostoso conciliar as duas coisas", explica.
Luedji Luna expõe os bastidores da maternidade na estrada:
Para Luedji Luna, a maternidade alterou até mesmo a estrutura necessária para realizar apresentações. A cantora contou que, quando Dayo ainda era bebê, fazia questão de levá-lo para os shows, mas isso exigia uma verdadeira operação nos bastidores.
"Eu tive a 'sorte' de ser mãe na pandemia, então por dois anos eu fui estritamente mãe. O retorno das atividades pós pandemia teve ele presente nas viagens até uma certa idade, agora como ele mais crescido e com a própria rotina, tenho uma rede de apoio que dá conta de estar presente: pai, avós, tios próximos."
Hoje, ela só o leva em viagens específicas e quando consegue transformar o compromisso profissional em um momento de lazer em família. "Agora eu só levo ele pra trabalhar comigo, se a viagem compensar. Por exemplo, canto em Fortaleza, e fico mais uns dias no Beach Park. Entendi que é um ritmo muito exaustivo pra criança.", pondera.
A artista acredita que o amadurecimento da criança torna algumas questões mais leves, mas reforça que tudo continua exigindo preparo emocional. Para Luedji, a comunicação se tornou essencial conforme o filho foi crescendo. "Mamãe vai viajar, vai trabalhar, vai ficar tantos dias fora, mas vai voltar", avisa sempre ao pequeno para amenizar a ausência temporária.
Letrux desabafa sobre saudade da filha bebê: "Ficar dias ou semanas longe pode doer muito"
Vivendo a maternidade pela primeira vez, Letrux revelou que o maior desafio não está apenas na rotina prática, mas no impacto psicológico de ficar distante da filha, que tem apenas 07 meses.
"Ter uma família linda e maravilhosa ajuda um bocado. O esforço é mais psicológico porque saber que você não vai ver sua filha durante uns dias ou semanas, é algo que pode doer muito. Ainda mais enquanto ela é um bebê que cada dia é um pequeno milagre acontecendo."
Sobre o futuro, ela reflete: "Não sei se vai ser mais fácil ou mais difícil. Sei que eu sonhei, quis, desejei essa maternidade, então mesmo com todos os perrengues de agenda, ela é um sonho realizado, um delírio diário, uma eterna observação do que é um serzinho crescer, e isso envolve mil questões, sem dúvida, mas que eu amo, eu amo. Muito."
Tiê desabafa sobre sobrecarga materna: "A gente não dá conta direito de nada"
Entre os relatos, Tiê chamou atenção ao falar abertamente sobre a sensação de exaustão constante vivida por muitas mães. "A gente se organiza e sempre algum lado vai ficar prejudicado". A artista refletiu sobre as dificuldades de equilibrar trabalho, maternidade e vida pessoal, afirmando que existe uma sobrecarga inevitável sobre as mães, independentemente da profissão.
"Acho que os esforços necessários, na verdade, são uma loucura e eu sempre penso em qualquer mãe, de qualquer profissão. Como a gente faz pra dar conta de tudo? E dar conta da agenda? E a gente, no fundo, não dá conta direito de nada. A gente se organiza e sempre algum lado vai ficar prejudicado. Às vezes você se atrapalha no trabalho, às vezes perde uma apresentação da escola. Então não tem o que fazer. Eu acho que realmente existe uma sobrecarga na mãe e isso afeta mesmo", justifica.
Mãe de três filhas, incluindo uma bebê de 2 anos e meio e duas adolescentes, Tiê explica que os desafios apenas mudam conforme os filhos crescem. "Como eu tive mais uma bebê agora, hoje em dia eu tenho uma filha de 16, uma de 13 e uma de 2 anos e meio. Então, mais ou menos, eu continuo no mesmo lugar, só que lidando com as duas pontas: as questões da adolescência e também uma criancinha que fica mais apegada. Então a gente segue empilhando pratos mesmo", finaliza.
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