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O motivo que fez T-Pain vender seu catálogo musical

Acordo com a HarbourView Equity Partners teria sido estimado em cerca de US$ 100 milhões

20 ago 2026 - 09h13

T-Pain decidiu explicar o motivo da venda do seu catálogo musical. Em uma live na Twitch, o cantor e produtor por trás de alguns dos maiores hits do rap e do pop americano dos anos dois mil detalhou os bastidores de uma decisão tomada em fevereiro de 2025: a venda de direitos autorais de publicação e de gravações selecionadas de sua obra para a HarbourView Equity Partners, empresa especializada em ativos de entretenimento, mídia e esportes. O valor não foi confirmado oficialmente pelas partes, mas segundo rumores, a transação está na casa dos US$ 100 milhões.

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Foto: Pain se apresenta antes no T-Mobile Arena, em junho de 2026 ( Christian Petersen/Getty Images) / Rolling Stone Brasil

A explicação começa antes da decisão financeira em si. Segundo o artista, o problema está na forma como o streaming transformou a lógica de remuneração da indústria sem consultar os criadores. "Em 2015, o streaming começou. Quando o streaming começou, ninguém nos disse — ou ninguém chegou para nenhum artista — e disse: 'Ei, vamos colocar suas músicas nas plataformas de streaming. Quanto você quer que sua música custe?', " afirmou na live. Para ele, a mudança foi imposta de cima para baixo: "Do nada e sem o consentimento de ninguém, toda a nossa música passou de um dólar por música para US$ 0,003 por reprodução".

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A preocupação com o futuro da família foi o ponto de virada. T-Pain explicou o que pesou mais na decisão: "Você acha que eu quero deixar isso para os meus filhos? De tudo que aconteceu comigo nesta indústria, você acha que vou deixar a vida e o futuro dos meus filhos nas mãos da indústria da música? Não. Eu tenho que dar um jeito nisso". Na visão dele, a segurança de um valor definido no presente vale mais do que depender de repasses que continuam encolhendo, sem que o artista tenha qualquer controle.

O movimento de T-Pain faz parte de um fenômeno mais amplo no mercado musical. Catálogos viraram ativos disputados por fundos de investimento, e artistas como Bruce Springsteen, Bob Dylan e Justin Bieber fecharam negócios semelhantes nos últimos anos. A diferença é que T-Pain deixou claro que sua motivação não foi apenas financeira, foi também uma declaração de desconfiança em relação ao modelo atual.

Rolling Stone Brasil
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